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O rasto de destruição provocado pelo vulcão Semeru

O rasto de destruição provocado pelo vulcão Semeru

Drone gravou imagens numa das zonas mais afetadas.

O rasto de destruição provocado pelo vulcão Semeru

Mundo

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08.12.2021 às 11h20

SIC Notícias

Imagens captadas por drone, esta quarta-feira, mostram uma vila afetada pela erupção do vulcão Semeru, coberta de lama e cinzas. Curah Kobokan é uma das zonas mais afetadas pela erupção.

A erupção do vulcão Semeru, no distrito de Lumajang, na província de Java Oriental, ocorreu no sábado, cerca das 15:00 (08:00 em Lisboa), e causou uma enorme uma coluna de cinzas que atingiu os 12.000 metros.

A lava expelida do vulcão Semeru deixou um rasto de destruição com perto de 3.000 habitações e 38 escolas danificadas. O Presidente da Indonésia visitou o local e assegurou que “depois de tudo acalmar, possamos recomeçar a reparar as infraestruturas ou até realojar pessoas”.

Pelo menos 34 pessoas morreram e 22 continuam desaparecidas.

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O rasto de destruição deixado pelo vulcão Semeru na Indonésia

Número de vítimas mortais aumentou para 14.

O rasto de destruição deixado pelo vulcão Semeru na Indonésia

© Getty Images

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MundoIndonésia

O número de mortos da erupção do vulcão Semeru, na Indonésia, aumentou para 14, noticia a Reuters, citando a a agência de gestão de catástrofes, numa altura em que os socorristas continuam a revistar a área. Nove das 14 vítimas mortais já foram identificadas. Cerca de 1.300 pessoas foram retiradas das suas casas e nove continuam desaparecidas. 

Equipas de resgate na vila de Curah Kobokan, também em Lumajang, encontraram o corpo de uma mãe, ainda a segurar o seu bebé morto, informou a agência de notícias estatal Antara.

À Reuters, uma residente local, de 31 anos, contou que a erupção foi muito repentina e que, inicialmente, lhe pareceu uma bomba. “De repente, ficou tudo escuro, como se fosse destruir a Terra”, descreveu. Hosniya e a família conseguiram fugir, levando apenas a roupa que tinham no corpo e os documentos.

As imagens mostraram uma vasta pluma de fumo cinzento a subir da cratera do vulcão depois das 15h00 locais de sábado, desencadeando o pânico entre os residentes das aldeias próximas que fugiram, enquanto a área mergulhava na escuridão durante a tarde.

A aldeia de Lumajang estava coberta por uma espessa camada de lava e cinza fria, segundo os repórteres da AFP, e os residentes de uma dúzia de aldeias tiveram de ir para abrigos e mesquitas para passar a noite.

Pelo menos 57 pessoas foram feridas na erupção, 41 das quais sofreram queimaduras, disse a agência de gestão de catástrofes num comunicado.

O Monte Semeru, o pico mais alto de Java, situa-se a 3.676 metros. Imagens da agência meteorológica e geofísica da Indonésia mostraram cinzas a cair no Oceano Índico.

A última grande erupção da Semeru foi em dezembro de 2020. Também provocou a fuga de milhares de pessoas e cobriu aldeias inteiras.

A Indonésia situa-se no “Anel de Fogo” do Pacífico, onde o encontro de placas continentais causa uma elevada atividade sísmica. O arquipélago do sudeste asiático tem quase 130 vulcões ativos dentro das suas fronteiras.

No final de 2018, a erupção de um vulcão entre as ilhas de Java e Sumatra provocou um deslizamento de terra subaquática e um tsunami, matando cerca de 400 pessoas.

Veja, na galeria acima, as imagens. 

Leia Também: Sobe para 13 o número de mortos devido a erupção do vulcão na Indonésia

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O que sucede quando a lava do vulcão entra no mar? Um cenário apocalítico

O rio de lava do Cumbre Vieja em erupção em La Palma está a dirigir-se para o oceano deixando um rastro de destruição. Mas os especialistas alertam que o pior está para vir: o contacto da magma com a água salgada vai originar explosões, desabamentos e nuvens tóxicas.

O que sucede quando a lava do vulcão entra no mar? Um cenário apocalítico

Mais de seis mil pessoas já foram evacuadas das zonas próximas do Vulcão Cumbre Vieja, em Palma, nas Canárias, que está em erupção desde domingo. Até agora não houve vítimas a assinalar, mas o perigo aumenta porque o rio de lava vulcânica se dirige para o mar, estimando as autoridades que o encontro do fogo e água salgada ocorra em breve.

Ángel Víctor Torres, presidente das Canárias, alertou que o rio de magma se dirige “inexoravelmente para o mar” e não se pode fazer nada para o impedir” pois desliza “a uns 200 metros por hora”.

Neste percurso, o fluxo tem destruído tudo em redor num cenário “devastador”, como contou, por seu turno, Mariano Hernández Zapata, presidente do Cabildo de La Palma. “Um fluxo de lava com uma altura média de seis metros corrói literalmente casas, infraestruturas, colheitas que encontra a caminho”, frisou o responsável, citado pelo El País, avançando que 200 habitações foram assim destruídas. A melhor notícia é que “não há a lamentar vítimas”, vincou.

Mas, o pior pode estar para vir, quando o fluxo de lava entrar no oceano, o que deverá acontecer nas próximas horas, na costa de Tazacorte, possivelmente na Playa Nueva, nos Los Guirres, segundo os cálculos dos especialistas.

O contacto deste rio de massa a arder com o mar representa um perigo para pessoas e animais devido à sua produção de gás tóxico e partículas nocivas que daí resulta, explicou à AFP Patrick Allard, um perito francês em gases vulcânicos.

Quando a lava, rocha derretida a mais de mil graus Celsius entra no mar, que está a uma temperatura entre 20-25 graus Celsius ocorrem vários fenómenos com efeitos perigosos.

O primeiro é “uma súbita e brutal vaporização da água do mar, como sucede quando colocamos água numa panela vazia quente”, provocando uma explosão que produz “estilhaços de magma”, tóxicos, exemplificou este cientista diretor de investigação no CNRS Institut de Géophysique du Globe de Paris.

Além do perigo para quem esteja nas proximidades da explosão, há ainda o transporte aéreo destes “estilhaços de lava” que são cristais vulcânicos, e nos campos onde caem podem contaminar os solos, tornando-se tóxicos para os animais.

O confronto da lava com o mar origina também a formação de uma nuvem de vapor ácido, devido à presença de aerossóis de ácido clorídrico. Patrick Allard salienta que a água do mar é rica em cloro, por causa do sal marinho, ou seja, cloreto de sódio. A vaporização da água, ao decompô-la em oxigénio e hidrogénio, combina este último com o cloro. A combinação de hidrogénio e cloro produz ácido.

As nuvens criadas pela interação entre água do mar e lava são, portanto, ácidas”, alertou Patrick Allard, sublinhando que são “nuvens nada agradáveis” podendo irritar a pele, os olhos e as vias respiratórias. “Podem ser perigosas para quem estiver demasiado perto”, disse este perito. As autoridades já evacuaram uma enorme área, em terra e no mar, na zona onde se prevê que o rio de lava desague.

Últimos efeitos:  Os fluxos de lava que entram no mar não são estáveis. Se mergulham na água, geram ondas locais de água a ferver, destabilizam os terrenos costeiros que podem colapsar repentinamente.

Contudo, este perito em vulcanologia lembra que tudo isto é um “efeito secundário da erupção”, provocado pelo confronto da lava com o mar. “A maioria da parte tóxica da erupção está ligada aos gases magmáticos, que estão a alta temperatura e carregados com ácidos clorídricos e fluorídricos e dióxido de enxofre”, disse Patrick Allard.

Segundo os primeiros cálculos do Instituto Vulcanológico das Canárias (Involcan) o vulcão Cumbre Vieja tem emitido entre seis mil a nove mil toneladas diárias de dióxido de enxofre. Os gases existentes no magma soltam-se durante a erupção e são injetados na atmosfera a altas temperaturas e velocidades.

O presidente das Ilhas Canárias recordou já que a única vítima mortal da erupção do vulcão Teneguia em 1971, com uma força muito superior à do Cumbre Vieja, faleceu precisamente pela inalação dos gases tóxicos.

Os especialistas não sabem durante quanto tempo o vulcão vai estar ativo e continuar, pode ser durante dias ou semanas, com o perigo de outras bocas de lava se abrirem.

O vulcão entrou em erupção no domingo depois de mais de uma semana em que foram registados milhares de sismos na região. 

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Erupção do vulcão Semeru deixa mortos e desaparecidos na Indonésia

A erupção do vulcão Semeru, na ilha de Java, na Indonésia, causou a morte de 13 pessoas e deixou 7 desaparecidos até a manhã deste domingo (5). De acordo com Abdul Muhari, porta-voz da Agência de Mitigação de Desastres do país, duas vítimas foram identificadas. Entre as 98 pessoas feridas, 57 estão hospitalizadas, com 16 […] O post Erupção do vulcão Semeru deixa mortos e desaparecidos na Indonésia apareceu primeiro em Olhar Digital.

Erupção do vulcão Semeru deixa mortos e desaparecidos na Indonésia

A erupção do vulcão Semeru, na ilha de Java, na Indonésia, causou a morte de 13 pessoas e deixou 7 desaparecidos até a manhã deste domingo (5). De acordo com Abdul Muhari, porta-voz da Agência de Mitigação de Desastres do país, duas vítimas foram identificadas.

Entre as 98 pessoas feridas, 57 estão hospitalizadas, com 16 em estado grave. Duas mulheres grávidas ficaram feridas e, do total, 35 pessoas foram levadas para os hospitais locais devido a queimaduras. Outras 902 pessoas foram evacuadas da região.

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Cientistas dizem que erupções de supervulcões podem ser devastadoras

A Indonésia possui mais de 270 milhões de habitantes e está localizada ao longo do “Anel de Fogo” do Oceano Pacífico, região propensa a terremotos e atividades vulcânicas.

Imagens nas redes sociais mostram o estrago causado pelo vulcão Semeru:

Segundo Eko Budi Lelono, chefe do centro de pesquisa geológica da Indonésia, a erupção do vulcão mais alto do país (3.676 metros de altura) foi causada por uma tempestade e dias de chuva, que derrubaram a cúpula de lava no topo do monte.

Lelono informou que o Semeru expeliu grossas colunas de cinzas a mais de 12 mil metros de altura, e que os fluxos de gás escaldante e lava desceram por até 800 metros até um rio próximo.

“De repente, tudo escureceu, a tarde clara se transformou em noite. Um som estrondoso e calor nos forçaram a correr para a mesquita. Foi uma erupção muito mais forte do que em janeiro”, disse Fatmah, moradora da ilha de Java.

O Ministério dos Transportes emitiu um aviso no sábado (4) para que companhias aéreas evitassem rotas perto do Semeru, informou o porta-voz Adita Irawati.

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Referência:
sicnoticias.pt
www.noticiasaominuto.com
www.wort.lu
br.financas.yahoo.com

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