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Vários autarcas candidatos às autárquicas estão envolvidos em processos judiciais

Autarca de Pedrógão rejeitado como candidato pela Distrital do PS

O nome de Valdemar Alves, presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, foi chumbado, esta terça-feira à noite, pela Comissão Política Distrital (CPD) do PS como cabeça de lista às eleições autárquicas. A escolha do candidato está agora nas mãos da Direção Nacional.

Autarca de Pedrógão rejeitado como candidato pela Distrital do PS

O nome de Valdemar Alves, presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, foi chumbado, esta terça-feira à noite, pela Comissão Política Distrital (CPD) do PS como cabeça de lista às eleições autárquicas. A escolha do candidato está agora nas mãos da Direção Nacional.

O presidente da CPD, Walter Chicharro, diz que o nome indicado pela Comissão Política Concelhia de Pedrógão Grande teve 26 votos contra e 22 a favor. Nesse sentido, o processo de decisão passa agora para a esfera do Secretariado Nacional, com o acompanhamento da Distrital. “Fiquei surpreendido, porque a votação foi à queima. A diferença é de quatro votos.”

Walter Chicharro desconhece os motivos que levaram os 26 comissários políticos a rejeitarem a candidatura de Valdemar Alves, porque o voto é secreto, e o assunto nem sequer foi abordado no período de discussão. “Não vou avaliar o desempenho dele enquanto autarca, mas votei favoravelmente à sua candidatura porque respeito as diretrizes da Direção Nacional”, justifica.

“Havia uma premissa que os presidentes de Câmara em exercício, que pudessem ser candidatos, teriam o apoio do partido”, explica o presidente da Distrital. Contudo, esclarece que o chumbo do presidente da Autarquia de Pedrógão Grande “não é o fim do mundo, nem sequer inédito”.

“O Valdemar Alves não ficou muito contente, como é óbvio”, revela ao JN Walter Chicharro. Não foi possível obter, para já, uma reação do autarca de Pedrógão Grande, arguido em vários processos judiciais, nem do presidente da Comissão Política Concelhia e vereador Nélson Fernandes.

Os restantes nomes dos cabeças de lista do PS às eleições autárquicas ficaram “fechados”, à exceção da Câmara Municipal da Batalha, já que o PS vai apoiar a candidatura independente de Raúl Castro, deputado na Assembleia da República, que antes presidiu às Autarquias de Leiria e da Batalha.

Processos judiciais: PS defende moral e a legalidade

Aguardar pelo desfecho dos processos judiciais em curso, envolvendo autarcas eleitos sob a insígnia socialista e que, para já, nada os impede de se recandidatarem é a postura da direção nacional.

Processos judiciais:  PS defende moral e a legalidade

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Políticos a contas com a Justiça

O caso Jardim/Madeira não é o primeiro a atrair as atenções e a implicar a intervenção das autoridades. Ao longo dos últimos anos, vários autarcas foram investigados, constituídos arguidos e alguns até condenados. O Dinheiro Vivo recorda-lhe vários desses casos.

Políticos a contas com a Justiça

O caso Jardim/Madeira não é o primeiro a atrair as atenções e a implicar a intervenção das autoridades. Ao longo dos últimos anos, vários autarcas foram investigados, constituídos arguidos e alguns até condenados. O Dinheiro Vivo recorda-lhe vários desses casos.

Isaltino Morais (Oeiras)

Foi acusado de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção passiva e acabou por ser condenado, em 2009, pelo ribunal de 1ª instância, a sete anos de prisão efectiva com perda de mandato. Foi recorrendo e viu o Tribunal da Relação reduzir-lhe a pena para dois anos de prisão e anular-lhe a perda de mandato. O Supremo confirmou esta decisão e o caso está agora a ser apreciado pelo Tribunal Constitucional. Isaltino Morais está à frente da Câmara de Oeiras desde 1995, tendo apenas interrompido estas funções quando esteve no Governo de Durão Barroso. Em 2005 recandidatou-se como independente e ganhou.

Fátima Felgueiras (Felgueiras)

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Acusada de ter cometido vários crimes, no âmbito do caso do “saco azul”, fugiu para o Brasil, em 2003, e viu o PS retirar-lhe o seu apoio. Em Março de 2005, o Tribunal de Instrução de Guimarães acusou Fátima Felgueiras de 23 crimes, nomeadamente participação económica em negócio, corrupção passiva para acto ilícito, abuso de poderes ou ainda de peculato. Começo por ser condenada por três crimes mas acabou por ser absolvida, numa decisão judicial conhecida já este ano.

Foi eleita por três vezes desde 1995: duas pelo PS e uma como independente. Recandidatou-se a Felgueiras em 2009 mas perdeu.

Valentim Loureiro (Gondomar)

Foi constituído arguido e condenado por crimes de prevaricação e abuso de poder no âmbito do processo principal do Apito Dourado. Recorreu das decisõese foi ilibado. O processo Apito Dourado relaciona-se com suspeitas de corrupção e tráfico de influências no futebol profissional e na arbitragem.

Candidatou-se em 2009, como independente, para mais um mandato na Câmara de Gondomar e saiu vitorioso.

Avelino Ferreira Torres (Marco de Canavezes)

Viu-se envolvido num pocesso do qual saiu acusado de vários crimes (entre os quais corrupção, peculato de uso, abuso de poder e extorsão), mas nenhum foi dado como provado pelo tribunal.

O seu nome e a Justiça voltaram mais recentemente à ribalta, ainda que de forma indirecta, na sequência do julgamento 25 autarcas de freguesia acusados de lhe terem oferecido um relógio de ouro avaliado em 15 mil euros. Falhou a reeleição em 2005 e foi novamente derrotado nas autárquicas de 2009.

Júlio Santos (Celorico da Beira)

Em 2009, candidatou-se como independente à Câmara de Celorico da Beira, mas não ganhou. Foi condenado em 2007 pelo crime de branqueamento de capitais, peculado, abuso de poder e corrupção passiva. Na sequência de um mandato do Tribunal da Guarda, foi detido em Março de 2011 para o cumprimento de uma pena de prisão efectiva.

António Cerqueira (Vila Verde)

Peculato, abuso de poder e falsificação de documentos foram crimes pelos quais o ex-presidente da Câmara de Vila Verde foi condenado em 2001 a pena de prisão efectiva. Esteve no poder até 1997. Em 2009 surgiu como candidato à Assembleia Municipal deste concelho do distrito de Braga.

Abílio Curto (Guarda)

Em dois momentos diferentes respondeu por acusações que no seu conjunto envolviam crime de fraude na obtenção de subsídio e corrupção passiva de acto ilícito. Cumpriu pena de prisão.

Referência:
www.jn.pt
www.reconquista.pt
www.dinheirovivo.pt

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