Notícias

Estreia filme que representará o Brasil na busca do Oscar

CineBuzz · “Madres Paralelas”, de Pedro Almodóvar, perde disputa interna e não representará a Espanha no Oscar 2022

Filme com Penélope Cruz era apontado como um dos favoritos à categoria de Melhor Filme Internacional

Para quem apostava em “Madres Paralelas”, filme de Pedro Almodóvar, como um dos favoritos à categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar, é melhor rever suas apostas.

A Espanha elegeu “The Good Boss”, longa estrelado por Javier Bardem (“Onde os Fracos Não Têm Vez”), para representar o país na categoria da próxima edição do Oscar. A informação é do The Hollywood Reporter.

O filme de Fernando León de Aranoa é uma sátira cômica sombria, na qual Bardem interpreta o dono de uma fábrica que passa por problemas financeiros, funcionários descontentes e conflitos culturais crescentes. “The Good Boss” fez sua estreia mundial no Festival de San Sebastián.

A Academia Espanhola de Cinema justificou a escolha por acreditar que Pedro Almodóvar e Penélope Cruz podem conseguir indicações ao Oscar por conta própria, como aconteceu com “Volver” em 2007. Naquele ano, Penélope Cruz foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz.

Os indicados ao Oscar serão anunciados em 8 de fevereiro de 2022. A 94º edição da premiação será realizada em 27 de março de 2022.

Irlanda seleciona filme em gaélico para representar país no Oscar 2021

Irlanda seleciona filme em gaélico para representar país no Oscar 2021

Fim de ano chegando e os países de todo o mundo começam a escalar seus filmes favoritos como indicação para participação no Oscar 2021.

Enquanto no Brasil o documentário Babenco – Alguém Tem de Ouvir o Coração e Dizer: Parou, dirigido por Bárbara Paz, foi selecionado pela comissão julgadora para representar o país, na Irlanda um drama vai disputar uma vaga entre os indicados a Melhor Filme Estrangeiro.

Arracht é um drama de época e todo falado em gaélico, a língua nativa antiga da Irlanda. Só isso já chama a atenção do longa dirigido por Tom Sullivan e Tomás Ó Súilleabháin, que também assinam o roteiro.

A história se passa na Irlanda de 1845, durante a Grande Fome. Colmán Sharkey, interpretado pelo ator irlandês Dónall Ó Héalai, é pescador, pai e marido.

Patsy, um ex-soldado nas guerras napoleônicas, chega um pouco antes da ‘praga’, uma doença que eventualmente destrói a plantação de batata do país, contribuindo para a morte e o deslocamento de milhões de irlandeses.

Enquanto as colheitas apodrecem nos campos, Colmán, seu irmão e Patsy partem em um caminho que os levará ao limite da sobrevivência e da sanidade.

Leia também: Irlanda é cenário para nova comédia romântica que estreia em dezembro

O título Arracht, aliás, significa “monstro” em gaélico.

Dez semifinalistas ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro serão selecionados e 5 finalmente serão indicados ao Oscar nessa categoria. A cerimônia estava originalmente agendada para 28 de fevereiro de 2021, mas foi transferida para 25 de abril, devido à pandemia da Covid-19.

Apresentado apenas em festivais e inédito para o grande público, Arracht deve ser lançado nos cinemas irlandeses na primavera de 2021.

Filme da diretora Malgorzata Szumowska vai representar a Polônia no Oscar

A Polônia tornou-se o primeiro país a indicar seu representante na disputa por uma indicação ao Oscar de filme internacional de 2021. E o escolhido foi um longa codirigido por mulher: Never Gonna Snow Again, de Malgorzata Szumowska e Michal Englert, que fará sua estreia mundial em setembro no Festival de Veneza. Leia também: Os longas dirigidos…

Filme da diretora Malgorzata Szumowska vai representar a Polônia no Oscar

A Polônia tornou-se o primeiro país a indicar seu representante na disputa por uma indicação ao Oscar de filme internacional de 2021. E o escolhido foi um longa codirigido por mulher: Never Gonna Snow Again, de Malgorzata Szumowska e Michal Englert, que fará sua estreia mundial em setembro no Festival de Veneza.

Leia também: Os longas dirigidos por mulheres que disputaram o Oscar de melhor filmeSaiba mais: Todas as mulheres que já foram indicadas ao Oscar de melhor direçãoApoie: Colabore com o Mulher no Cinema e acesse conteúdo exclusivo

Estrelado por Alec Utgoff e Agata Kulesza, o filme conta a história de um imigrante ucraniano que trabalha como massagista na Polônia, e que se torna uma espécie de guru no condomínio onde moram seus clientes. 

Uma das principais cineastas da Polônia hoje, Szumowska é conhecida por filmes como Body (2013) e O Rosto (2018). Esta é a primeira vez que ela representa seu país no Oscar, que neste ano será mais tarde, em 25 de abril, por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Concorrer ao Oscar de filme internacional é um processo de três fases: primeiro, cada país escolhe o seu candidato e o pré-indica à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas; depois, é divulgada uma lista com semifinalistas; por fim, são anunciados os cinco indicados que de fato concorrem o prêmio.

A categoria foi instaurada na 29ª edição da premiação, realizada em 1957, e até hoje só premiou três filmes dirigidos por mulheres: A Excêntrica Família de Antônia (1995), de Marleen Gorris; Lugar Nenhum na África (2001), de Caroline Link; e Em um Mundo Melhor, de Susanne Bier (2010). 

Saiba mais sobre a presença das mulheres no Oscar de filme internacional

Oscar 2022: Filme Deserto Particular vai representar o Brasil

Deserto Particular é o brasileiro selecionado para concorrer a uma vaga de melhor filme internacional em 2022

Oscar 2022: Filme Deserto Particular vai representar o Brasil

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais escolheu “Deserto Particular”, do diretor Aly Muritiba, como representante do Brasil na categoria de melhor filme internacional no Oscar 2022. O anúncio foi feito há pouco após o Comitê Brasileiro de Seleção se reunir.

A obra, protagonizada por Antonio Saboia, retrata a história de Daniel, um policial exemplar que comete um erro e é afastado de sua função, colocando sua carreira e honra em risco. Sua única alegria é Sara, moradora do sertão da Bahia, com quem se relaciona virtualmente. Não vendo mais sentido em continuar vivendo em Curitiba, ele parte em busca de Sara após seu desaparecimento.

No Instagram, Aly Muritiba comemorou a escolha de seu filme.

Ovacionado por 10 minutos, Deserto Particular passou a ser considerado como possibilidade para representar o Brasil na corrida do Oscar. E eis que esse dia chegou. O dia em que dois cabras nascidos em cidades pequenas, cabras que desenvolvem seu ofício longe dos grandes centros produtores, cabras que acreditam apaixonadamente na criação e na empatia, dois cabras que sentiram de falar de amor meio ao ódio, tiveram sua história escolhida pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil no Oscar. escreveu o diretor

A post shared by Aly Muritiba (@alymuritiba)

Além de “Deserto Particular”, outros filmes que estavam inscritos na disputa da vaga eram “7 Prisioneiros”, “A Nuvem Rosa”, “A Última Floresta”, “Cabeça de Nêgo”, “Callado”, “Carro Rei”, “Cavalo”, “Doutor Gama”, “Limiar”, “Medida Provisória”, “Meu Nome é Bagdáa”, “Por que Você não Chora?”, “Selvagem” e “Um Dia Com Jerusa”.

O filme ainda será avaliado pela Academia de Hollywood com os longas indicados por outros países até que sejam anunciados os cinco finalistas que concorrerão ao Oscar de melhor filme internacional, em 8 de fevereiro.

A 94ª edição do Oscar está prevista para o dia 27 de março de 2022.

Na edição deste ano, pela 22ª vez, o Brasil ficou de fora da lista dos filmes indicados a uma das cinco vagas para melhor filme internacional. O representante que pleiteava uma chance era com o documentário “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou”, de Bárbara Paz.

O país já concorreu à categoria com os filmes “O Pagador de Promessas (1962)”, “O quatrilho” (1995), “O que é isso, companheiro? (1997)” e “Central do Brasil” (1999). Em 2008, “O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias” chegou a ser pré-indicado, mas não foi incluído na lista final da Academia.

“Nomadland”: filme que é sério concorrente ao Oscar pode ser assistido de graça em plataforma digital

“Nomadland” aborda a realidade social dos trabalhadores na recessão que flagelou os EUA entre

“Nomadland”: filme que é sério concorrente ao Oscar pode ser assistido de graça em plataforma digital

“Nomadland” aborda a realidade social dos trabalhadores na recessão que flagelou os EUA entre 2007 e 2009

 “Nomadland” aborda a realidade social dos trabalhadores na recessão que flagelou os EUA entre 2007 e 2009| Divulgação 

Naúltima segunda-feira (15), a Academia revelou as cartas para arodada final da premiação com as estatuetas do Oscar-2021 – noitede 25 de abril, cerimonia ao vivo/híbrida/online no palco e empontos remotos onde estarão premiados em residências, hotéis epontos diversos pelos Estados Unidos, provavelmente todos jádevidamente vacinados como convém a povos civilizados que,entretanto, ainda estarão mantendo distanciamento e outrosprocedimentos protocolares.

Entreos filmes com certeza alvo da predileção do colegiado votante está“Nomadland”, obra de valor extraordinário, um filme que, entreseu universo de virtudes, representa um espelho para a sociedade,refletindo de volta para o público a luz de suas próprias vidas. Oproblema de momento para o espectador brasileiro é apenas um, emborade solução não exatamente fácil: como acessar uma cópia(streaming), já que sua estreia, anteriormente prevista para assalas, não vai ser mesmo possível pelas próximas semanas. Então,se o seu pirata estiver em lockdown,que tal tentar, via laptop ou PC,confira o site ao fim do texto. Versão original, legendado e degraça.

Acultura americana tem um coração, e ele se localiza on the road.Mais do que território de trânsito, mais que a linha entre doispontos fixos, ali está “a” estrada. A ideia de uma vida nômadeestá de fato na origem da nação, na jornada dos pioneiros ecolonos que percorreram terras americanas em busca de sonhos deprosperidade. Em seguida, vieram outros sonhadores, os dois Jacks,London e seus ideais libertários, errantes em busca de liberdadepessoal: e Kerouac e seus beatniks, que acharam seu próprio caminhopara a criação artística e a sublimação literal efigurativamente on the road. E já neste século surgiu uma forma denomadismo menos buscada, embora não menos carregada de significadopolítico.

Nolivro “Nomadland: Sobrevivendo na América do Século XXI”, ajornalista Jessica Bruder analisou o fenômeno de uma nova comunidadeitinerante, composta principalmente à base de trabalhadores maisvelhos que perderam suas propriedades e seus meios de sustento nagrande recessão que flagelou os EUA entre 2007 e 2009. Aqui,portanto, está a porta de entrada deste prodigioso “Nomadland”,onde a cineasta chinesa Chloé Zhao aborda esta nova realidadesocial, fundindo um pano de fundo de muita veracidade com uma obraficcional comandada pela sempre esplêndida Ferances McDormand.

Nãoé a primeira vez que Zhao propõe um caminho mesclado entre odocumentário e a ficção. Infelizmente inéditos no Brasil, seusdois filmes anteriores, “Canções que Meus Irmãos me Ensinaram”e “The Rider/O Cavaleiro”, já propunham a ideia de reunir atoresprofissionais e não-profissionais, que mostram na tela sua realmaneira de viver.

Nestesentido, “Nomadland” compila um amplo leque de depoimentos depessoas que, após caírem na marginalização, encontraram naestrada uma maneira de evitar constrangimentos impostos pela “tiraniano dólar”: dívidas, o labirinto do consumo, a dificuldade deencontrar empregos duradouros. Na maioria vozes anônimas, mas tambéma presença de Bob Wells, uma espécie de guru da vida nômade ,autor do manual “Como Viver em um Rarro, Van ou Trailer e Sair daDivida – Viaje e Encontre a Verdadeira Liberdade”.

Assista  aqui a “Nomadland”.

Cultura

Em tempos de ódio e intolerância, o amor chega como ferramenta para que, de alguma forma, consigamos construir um mundo melhor. Pensando nisso, o diretor baiano Aly Muritiba deu vida ao filme Deserto particular, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira (25). A obra, já premiada no Festival de Veneza, foi a escolhida pela Academia Brasileira de Cinema para representar o

Cultura

OL, ASSINE O JC E TENHA ACESSO LIVRE A TODAS AS NOTCIAS DO JORNAL.

Entre com seus dadose boa leitura!

Digite seu CPF, CNPJ ou E-mail para criar suas credenciais e acessar a verso eletrnica do Jornal.

Cadastre-se e veja todas asvantagens de assinar o JC!

Anthony Hopkins volta à glória em Meu Pai, indicado a seis estatuetas no Oscar

Filme convida o público a entrar na confusão da cabeça do protagonista que tem demência

Anthony Hopkins volta à glória em Meu Pai, indicado a seis estatuetas no Oscar

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha

Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha

Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha

Gostaria de receber as principais notícias do Brasil e do mundo?

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha

Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha

Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha

Anthony Hopkins em cena do filme ‘Meu Pai’, de Florian Zeller Divulgação

Anthony caminha devagar por um apartamento decorado com tons neutros e mobiliário elegante. Anne, sua filha solteira, chega para uma visita, conversa com ele e sai. Pouco depois, a cena praticamente se repete —com a exceção de que, agora, a herdeira tem outro rosto, é casada e o imóvel já não pertence mais ao protagonista de “Meu Pai”.

Oscar 2021 anuncia os vencedores em cerimônia à noite; acompanhe ao vivo.

Pode parecer confuso, mas é justamente essa a proposta do filme –mergulhar o espectador na desordem e fragilidade da mente de 83 anos de Anthony, personagem que recebeu o mesmo nome e idade de seu intérprete, o lendário Anthony Hopkins.

O trabalho do sir britânico vem sendo celebrado, por críticos mundo afora, como o melhor de sua longa carreira em muitos anos. Rendeu indicações ao Globo de Ouro, ao Bafta, ao SAG e também ao Oscar. “Meu Pai”, que estreia em abril nas plataformas digitais, concorre ainda em outras cinco categorias do prêmio –atriz coadjuvante, roteiro adaptado, montagem, design de produção e melhor filme.

Não fosse a comoção em torno da indicação póstuma de Chadwick Boseman, por “A Voz Suprema do Blues”, seria fácil pensar em Hopkins como o favorito da disputa pelo homenzinho dourado.

Em “Meu Pai”, a vida do protagonista octogenário vai se extinguindo lentamente, diante da demência que o acomete e que o leva a situações que causam constrangimento e preocupação na filha, ora interpretada por Olivia Colman, de “The Crown”, indicada ao Oscar pelo papel, ora por Olivia Williams.

Anthony culpa sua cuidadora por roubar um relógio que ele escondeu —mas não lembra onde— e o genro por armar um golpe para ficar com seu apartamento. Tudo com tamanho empenho e convicção que leva o espectador a questionar se, de fato, o homem não está sendo vítima de uma falcatrua.

“Eu espero que a história não assuste as pessoas, mas eu também não acho que as vai confortar. Então eu apenas espero que ela cause algum impacto emocional no público, porque fala de uma tragédia humana da qual todos nós vamos sofrer um dia”, diz Hopkins, em entrevista por videoconferência. “Nós vivemos e então morremos. É isso.”

Aos 83 anos, o ator não parece cansado, nem pensa em se aposentar. Durante 20 minutos, ele conversa com um grupo de jornalistas sobre o filme, escancarando toda a experiência de um senhor, mas com a empolgação e jovialidade de um menino.

Hopkins foge das perguntas inúmeras vezes para divagar sobre a vida, a carreira ou para recitar poemas de T. S. Elliot, justificando que está “cheio de anedotas hoje”. Ao lado, num quadradinho de uma dessas plataformas de vídeo que se tornaram onipresentes na pandemia, a colega de elenco Olivia Colman ri. “Viu, ele fazia isso o tempo todo no set, fazia todos chorarem e rirem”, diz ela.

Os dois trocam elogios e brincam um com o outro como se fossem velhos amigos. Eles têm uma sintonia nas telas —nas de videoconferência e nas do cinema— que faz Hopkins se lembrar de Jodie Foster, sua grande parceira em “O Silêncio dos Inocentes”, filme pelo qual ele venceu seu único Oscar e que completa 30 anos.

Ele embarca na onda de elogios que vem recebendo da crítica e decide comparar o mais aclamado de seus trabalhos, na pele do assassino canibal Hannibal Lecter, a “Meu Pai”. Nos dois filmes, ele diz, não conteve a emoção ao ler o roteiro pela primeira vez —foram ambos papéis muito além do que ele jamais poderia imaginar para sua carreira.

No caso do novo longa, é difícil pensar em outro membro da velha guarda hollywoodiana assumindo o protagonista senil. Originalmente uma peça, “Meu Pai” tem origem francesa. Foi concebido por Florian Zeller, hoje um dos nomes mais festejados do teatro. Fã confesso de Hopkins, ele chama de obsessão sua vontade de ter o veterano como protagonista deste que é seu primeiro trabalho como diretor nos cinemas.

Daí, em parte, o motivo de ter reescrito o papel para a nova versão, atrelando a ele o nome e a idade de seu muso. Zeller também queria que o público tivesse facilidade em se identificar com Anthony e o sofrimento de seus familiares, e imaginou que Hopkins, por ser uma presença constante nas telas nas últimas décadas, poderia ser visto por muitos como um pai ou avô distante.

Segundo o cineasta, mesmo que Hopkins acumule trabalhos tão diversos quanto o sereno Bento 16 de “Dois Papas” e o aterrorizante exorcista de “O Ritual”, “Meu Pai” é uma oportunidade de o ator explorar um novo tipo de personagem. “Você o conhece por papéis de pessoas muito inteligentes, sempre no controle da situação. Eu pensei que seria angustiante ver esse homem perdendo esse controle”, afirma Zeller.

É fácil lembrar trabalhos como o próprio “O Silêncio dos Inocentes”, com seu protagonista frio, calculista e manipulador, e até mesmo de “Thor”, da Marvel, em que viveu o deus nórdico Odin, que lidera o reino de Asgard com mãos de ferro.

Depois de tantos papéis icônicos, Hopkins diz que ainda há espaço para mais e comemora o fato de, nos últimos anos, continuar sendo reconhecido por público e crítica, em vez de se juntar ao limbo para o qual as memórias do protagonista de “Meu Pai” se encaminham gradualmente. Esse é um perigo com o qual flertou ao aceitar trabalhos que foram, no mínimo, embaraçosos para um ator de sua magnitude, como na franquia “Transformers”.

“Os últimos anos têm sido incríveis”, diz ele, que em 2020 garantiu sua primeira indicação ao Oscar em duas décadas, por “Dois Papas”. “Eu olho para trás e chego à conclusão que sou o cara mais sortudo do mundo.”

Para manter a boa forma e a mente saudável, não como a do personagem em “Meu Pai”, ele diz que lê e relê os roteiros que recebe inúmeras vezes, além de tocar piano e pintar, tudo para “manter o cérebro ativo”.

Durante as filmagens do novo longa, um cuidado extra. “Todos os dias, antes de ir ao set, eu acordava, me olhava no espelho e dizia ‘isso é só um jogo, eu não estou sofrendo de demência e vou muito bem, obrigado'”, brinca. “Nosso cérebro não é tão esperto quanto achamos, é preciso falar com ele de vez em quando e deixar claro que tudo não passa de atuação.”

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha

Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha

Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha

Leia tudo sobre o tema e siga:

Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas (conheça aqui). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 120 colunistas. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Carregando…

Carregando…

Oscar 2021: 7 curiosidades sobre Minari, indicado a Melhor Filme [LISTA] · Rolling Stone

Da escolha de elenco a cena favorita do diretor Lee Isaac Chung, os bastidores do filme contam com diversos fatos interessantes

Oscar 2021: 7 curiosidades sobre Minari, indicado a Melhor Filme [LISTA] · Rolling Stone

Dirigido por Lee Isaac Chung, Minari(2020) é um dos grandes favoritos na corrida do Oscar 2021, que será realizado no próximo domingo, 25. O longa-metragem norte-americano concorre em seis categorias da premiação, entre elas, Melhor Filme e Melhor Direção.

Ambientado nos anos 1980, Minari retrata a mudança de uma família coreana da Califórnia para uma fazenda no Arkansas, onde cultivam um novo estilo de vida e aprendem a lidar com os conflitos familiares, os quais são inflamados pela chegada da avó materna da Coreia do Sul.

+++ LEIA MAIS: Oscar 2021: A Caminho da Lua segue narrativa previsível, mas encanta com visual radiante [REVIEW]

Desde a escolha do ator mirim Alan S. Kim até o sotaque do personagem Jacob (Steven Yeun), os bastidores de Minari contam com diversas curiosidades. Pensando nisso, a Rolling Stone Brasil listou sete fatos interessantes sobre o filme. Confira:

Minari acompanha a vida de Jacob, a esposa Monica (Han Ye-Ri) e os dois filhos, Anne (Noel Cho) e David (Alan S.Kim) – este último é responsável por algumas das cenas mais divertidas e emocionantes do filme.

+++LEIA MAIS: Oscar 2021: Na fronteira com documentário, Nomadland faz um retrato multifacetado da vida na estrada [REVIEW]

O filme representa minuciosamente costumes, objetos, alimentos e comportamentos de coreanos e coreanos-americanos. E este retrato é baseado na própria experiência de Chung, que se mudou para o Arkansas durante a infância e, como David, ficou surpreso com o contraste da cultura coreana e norte-americana ao observar os hábitos da avó.

Na temporada de premiações de 2021, Minari também chamou atenção por causa de uma polêmica. Apesar de ser dirigido por um estadunidense, ser filmado e produzido nos EUA, a produção foi indicada na categoria Melhor Filme Estrangeiro no Globo de Ouro, devido aos diálogos serem majoritariamente em coreanos.

+++LEIA MAIS: Oscar 2021: O anseio pelo sentido do existir em O Som do Silêncio [REVIEW]

A classificação levantou um debate sobre a identidade de filhos de imigrantes asiáticos, os quais, muitas vezes, nascem nos EUA, mas ainda são vistos como estrangeiros no país.

Em entrevista à Variety, Chung revelou qual é a cena favorita dele na obra. Para o diretor, o momento em que toda a família está reunida na mesa e a avó fala sobre a música preferida de Jacob e Monica é muito importante.

+++ LEIA MAIS: Oscar 2021: Por que prestar atenção na trilha sonora de Relatos do Mundo?

“Para mim, a cena é importante porque sinto que ela revela uma sabedoria que nós [como público] não conhecemos. Achamos que ela pode ser apenas uma avó maluca, mas este é o ponto de partida para ver que ela está tramando algo muito mais profundo do que isso,” explicou Chung.

Além disso, o diretor disse que o momento mostra a família assistindo fitas VHS, um hábito comum de imigrantes. Programas da TV coreana eram gravados para poderem ser vistos em regiões sem acessos aos canais asiáticos.

+++ LEIA MAIS: Oscar 2021: 4 filmes e séries para conhecer a carreira de Steven Yeun, estrela de Minari [LISTA]

Chung revelou para o The New York Times que Minari foi a última tentativa dele em um roteiro. O cineasta já tinha dirigido três filmes, mas sentia que os dois últimos apenas refletiam o desejo dele de se tornar um diretor de cinema.

Então, Chung prometeu que apenas faria outro filme se ele tivesse um roteiro totalmente elaborado. Em 2018, ele estava prestes a largar a carreira para se dedicar à vida de professor de cinema na Universidade de Utah, mas decidiu fazer uma última aposta. E, assim, surgiu Minari, que foi filmado no ano seguinte.

+++LEIA MAIS: Oscar 2021: Conheça todos os indicados a Melhor Filme

Nesta mesma entrevista, Chung contou que inicialmente ficou com medo da reação dos pais diante de um filme quase autobiográfico. Curiosamente, os dois ficaram mais preocupado com repercussão da obra entre o público coreano.

“Honestamente, eu estava com muito medo de ofender meus pais. Meus pais se preocupam que muitos coreanos no país de origem vejam isso e pensem: ‘Cara, essa família era estúpida. Eles foram para os EUA e sofreram muito’. Sem saberem que o sofrimento realmente fazia parte da identidade de ser coreano-americano.”

+++LEIA MAIS: Oscar 2021 anuncia eventos especiais com performances de indicados; confira

Steven Yeun também concedeu uma entrevista ao The New York Times e revelou outro fato interessante sobre um elemento específico do filme, o sotaque de Jacob.

“Serei honesto com você. Ainda estou justificando o sotaque na minha cabeça. Tenho certeza de que vou ter um monte de gente me direcionando [palavrão] por isso, dizendo: ‘Não é assim que soa o sotaque de um pai coreano.’ Mas o sotaque que eu fiz é como me lembro do meu pai falando.”

+++ LEIA MAIS: Oscar 2021: 5 filmes para conhecer a carreira de Gary Oldman, indicado a Melhor Ator [LISTA]

Ele continuou: “No início, continuei tentando imitar o sotaque coreano padrão e parecia fraudulento. E eu estou bem com isso, porque este foi o sotaque que eu escolhi para este personagem, ao invés de atender a este entendimento coletivo de como um sotaque coreano tradicionalmente soa.”

Para escolher o intérprete de David, a diretora de elenco Julia Kim visitou escolas da comunidade coreana-americana em Los Angeles e igrejas em Koreatown. Contudo, muitos pais não queriam participar da produção e não tinham certeza no que estavam apostando.

+++LEIA MAIS: Oscar 2021: Com grandes atuações, Judas e o Messias Negro relembra crueldade humana para evitar a repetição da história [REVIEW]

Kim encontrou Alan S. Kim após divulgar o teste de elenco em um jornal coreano local. O ator mirim, na verdade, não tinha nenhuma experiência com atuação e não impressionou muito com o teste em vídeo.

Porém Chung ficou fascinado pelo jeito engraçado do menino e os pais dele também concordaram em viajar com o filho e ajudá-lo na preparação para as filmagens.

+++LEIA MAIS: Oscar 2021: 6 filmes para conhecer a carreira de Lakeith Stanfield, indicado a Melhor Ator Coadjuvante [LISTA]

+++ HAIKAISS | MELHORES DE TODOS OS TEMPOS EM 1 MINUTO | ROLLING STONE BRASIL

Há 10 anos, Steven Yeun via a carreira dele decolar em Hollywood. Aos 28 anos, o ator ganhava destaque e se tornava uma figura querida pelos fãs com o papel de Glenn Rhee na série The Walking Dead (2010).

Mas, antes do início da ascensão profissional, Yeun precisou correr contra o tempo. Filho de pais coreanos, ele inicialmente seguiu o plano da família para se tornar médico e se formou em psicologia, com especialização em neurociência, na universidade Kalamazoo, nos Estados Unidos, onde viveu desde aproximadamente os quatro anos.

+++ LEIA MAIS: Oscar 2021: Na fronteira com documentário, Nomadland faz um retrato multifacetado da vida na estrada [REVIEW]

Apesar de não gostarem da ideia do filho se tornar ator, os pais de Yeun deram dois anos para ele conseguir se estabelecer no ramo artístico. Então, Yeun se mudou para Chicago e trabalhou com Jordan Klepper, com quem teve contato na universidade.

Mais tarde, Yeun se mudou para Los Angeles, onde participou de comerciais, fez um teste para um piloto da ABC e conseguiu um pequeno papel em The Big Bang Theory (2007), o qual antecedeu a estreia dele em The Walking Dead. Tudo isso em apenas seis meses, de acordo com o relato do próprio ator para a Interview Magazine.

+++LEIA MAIS: Oscar 2021: O anseio pelo sentido do existir em O Som do Silêncio [REVIEW]

Desde então, Yeun apareceu em diversas séries, como Law & Order: LA (2010) e A Lenda de Korra (2012). E, nos cinemas, ele atuou com cineastas renomados, como Bong Joon-ho e Lee Isaac Chung, que dirigiu Minari (2020).

Com a performance de Jacob Yi, um pai de família que faz uma aposta arriscada para tentar construir não só uma fazenda, mas deixar uma herança para a família nos Estados Unidos, Yeun recebeu indicações no SAG Awards, Critics’ Choice Awards e Oscar.

+++ LEIA MAIS: Oscar 2021: Por que prestar atenção na trilha sonora de Relatos do Mundo?

Aos 37 anos, Yeun fez história como o primeiro artista asiático-americano a ser indicado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas na categoria Melhor Ator. Pensando nisso, a Rolling Stone Brasil listou quatro produções para conhecer a carreira do ator e entrar no clima da 93ª cerimônia do Oscar. Confira:

Como dito anteriormente, Yeun deu vida a Glenn Rhee em The Walking Dead, um dos sobreviventes que se destaca na luta contra os antagonistas. Yeun deixou a série na sétima temporada após o personagem dele ser morto.

+++LEIA MAIS: Yuh-Jung Youn, de Minari, brinca com fama de ‘esnobe’ dos britânicos no BAFTA 2021; entenda

Dirigido por Bong Joon-ho, Okja conta a história de uma garota que embarca em uma série de aventuras para salvar seu super porco de estimação, com o qual conviveu desde a infância. No longa-metragem, Yeun interpreta um ativista chamado K.

Neste filme de Lee Chang-dong, Yeun vive um homem misterioso que se envolve com a jovem Hae-mi e causa uma estranha sensação no amigo dela, Jong-soo, que passa a suspeitar cada vez mais dele.

+++LEIA MAIS: Oscar 2021: 4 filmes para conhecer a carreira de Yuh-Jung Youn, indicada por Minari [LISTA]

The Twilight Zone é uma série desenvolvida e narrada por Jordan Peele, na qual cada episódio explora uma história diferente. No quarto capítulo, Yeun interpreta um viajante misterioso que se torna cada vez mais suspeito durante uma festa de Natal.

Referência:
cinebuzz.uol.com.br
www.edublin.com.br
mulhernocinema.com
www.uol.com.br
www.folhadelondrina.com.br
www.jornaldocomercio.com
www1.folha.uol.com.br
rollingstone.uol.com.br

Botão Voltar ao Topo