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Encanto , novo filme da Disney, celebra país vizinho do Brasil

Encanto e a Colômbia que inspirou o realismo mágico da nova animação da Disney

‘Encanto’ e a Colômbia que inspirou o realismo mágico da nova animação da Disney . Confira na íntegra na CNN Brasil Viagem & Gastronomia.

Encanto e a Colômbia que inspirou o realismo mágico da nova animação da Disney

Junte cenários coloridos, trilha sonora vibrante e uma história tocante sobre família e você terá uma história que fará o público rir, chorar e refletir sobre a vida e o mundo ao redor. Acrescente agora um tempero especial: as paisagens e cultura da Colômbia.

Assim é “Encanto”, nova animação da Disney que estreia nesta quinta-feira (25) com uma construção imagética e narrativa totalmente inspirada no país latino-americano. Entre os detalhes, vários são os elementos da cultura colombiana incorporados no longa, desde a arquitetura e vegetação até os pormenores da comida, dos gestos e das roupas dos personagens.

O filme retrata a história dos Madrigal, família que vive nas montanhas da Colômbia em um lugar chamado de Encanto. Mágico, o local abençoou todos membros com poderes extraordinários, desde a superforça até o poder da cura.

Porém, o mesmo não aconteceu com a jovem Mirabel, única sem ter seus poderes aflorados. Apesar disso, ela descobre que a magia que cerca Encanto corre perigo e, mesmo sem um dom extraordinário, age para reverter a ameaça e manter as características do local e de seus familiares.

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A animação é dirigida por Byron Howard e Jared Bush, diretor e codiretor do filme ganhador do Oscar “Zootopia”, que fizeram uma verdadeira expedição na Colômbia para conhecer a cultura regional. Spoiler: acabaram se apaixonando pelo país.

“É realmente inesperado, é como ter cinco países em um. Não importa onde fôssemos, tudo era muito diferente. Cartagena era muito diferente de Bogotá, por exemplo, assim como a região cafeeira, Salento e o Vale do Cocora”, afirma Byron em referência às cidades e regiões que inspiraram o filme.

A pré-produção de “Encanto” remonta há cinco anos, quando os diretores procuravam um local na América Latina que conversasse com a história que queriam desenvolver. Foi em 2018 que a equipe aterrissou no país vizinho ao Brasil para explorar e absorver os arredores.

“O que eles descobriram foi realmente uma encruzilhada cultural dentro do país. Passou a ser uma opção focar na Colômbia, já que sabíamos que poderíamos representar muito de sua diversidade no filme”, diz Yvette Merino, produtora de “Encanto”.

Várias localidades do país latino-americano foram visitadas, o que gerou diversas inspirações reunidas para dar vida à animação. A capital Bogotá e Cartagena, cidade portuária na costa caribenha, inspiraram principalmente os detalhes da arquitetura, a exemplo das casas no estilo colonial com varandas de balaústres de madeira.

A pequena cidade de Barichara, no nordeste da Colômbia, e Salento, que faz parte da rota do eixo cafeeiro no departamento de Quindio, serviram de exemplos para a criação da vila e do lar principal, chamado de Casa Madrigal – uma casa com vida própria com vários cômodos, flores, varandas e grande pátio.

Detalhes de uma rua e das casas de Cartagena, cidade portuária no mar caribenho da Colômbia

Rua de pedra e casas típicas em Barichara, no departamento de Santander, na Colômbia

A Igreja da Imaculada Conceição, em Barichara, cidadezinha no nordeste colombiano

Detalhes das casas coloniais e coloridas de Salento, no Eixo Cafeeiro da Colômbia

Detalhes das casas coloniais coloridas e do comércio nas ruas de Salento, no Eixo Cafeeiro da Colômbia

Palma de Cera na vegetação do Vale do Cocora, no Eixo Cafeeiro da Colômbia

Detalhes da vegetação do Vale do Cocora, no Eixo Cafeeiro da Colômbia, com destaque para as altas palmeiras Palma de Cera

Com pouco menos de 8 mil habitantes, Salento é permeada por vales verdes da zona cafeeira, rodeada por belezas naturais e uma arquitetura colonial bem colorida, onde o dia a dia transcorre de maneira simples e cheio de tradição. De acordo com a equipe da animação, a casa dos Madrigal estaria localizada ali, entre a vegetação e os vales da cidadezinha.

Nesse local que também fica o Vale do Cocora, que inspirou o visual geral do filme. Localizado no chamado eixo cafeeiro (“eje cafetero”), região que concentra a maior parte da produção de café da Colômbia, o vale é tido como uma das maravilhas naturais do país. É um lugar preservado em meio a uma paisagem montanhosa de intenso verde atravessada por rios, estradas de terra e animais.

É no Vale do Cocora que cresce a árvore que é símbolo nacional, a Palma de Cera, que atinge até 60 metros de altura, vive por centenas de anos e é considerada a maior palmeira do mundo. Natural das florestas úmidas da Colômbia e do Peru, as plantas altas e de tronco fino também são retratadas no filme.

Com isso, a equipe teve de tomar cuidado para não cair em estereótipos que, ao contrário do esperado, pudessem imprimir uma representação negativa da Colômbia. Conhecer o local a fundo e trabalhar lado a lado com especialistas e moradores foi a saída.

“Nos levaram lá para passar muito tempo, realmente tivemos uma noção real do país e das pessoas. E o mais importante: fizemos alguns amigos incríveis que nos ajudaram desde então. São cinco anos aprendendo e gastando o que sabemos, entendendo a história, mas também a história deste país que inspirou o filme”, categoriza Jared Bush.

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Após as pesquisas e convívio com moradores locais, a escolha da Colômbia como pano de fundo para a narrativa foi primordial para o coração do filme: a família. “Encanto” explora as interessantes mas complicadas relações dentro das famílias, e, como o codiretor Jared Bush explica, é uma história de como até mesmo aqueles que estão muito próximos a nós às vezes não nos enxergam.

Entre as viagens que fizeram à Colômbia, o diretor Byron Howard destaca que um dos pontos altos foi o modo acolhedor que foram recebidos. “Também amamos a diversidade que encontramos nas famílias colombianas. Sabíamos que teríamos uma dúzia de membros da família Madrigal e que iríamos representar todos na casa. Adorávamos que todos pareciam e se sentiam diferentes, todos são muito específicos. Isso foi incrível para nós”, pontua.

Como ressalta a equipe, não é raro encontrar uma casa na Colômbia com várias gerações, detalhe representado no filme e também nas paredes com árvores genealógicas como quadros.

Falando em moradia, a casa principal do filme é como um personagem com vida própria. “Se não tivéssemos a casa como um personagem perderíamos uma boa oportunidade”, diz Byron. Bem colorida, ela reflete as diferenças de cada um, protegendo seus moradores e sendo um refúgio no cotidiano.

Arquitetos locais ajudaram a entender como as casas tradicionais da Colômbia eram feitas, o que foi refletido no filme. A técnica empregada na construção da casa foi a de taipa, ou, como chamam, “apisonada”.

Com isso, ela é construída a partir de blocos gigantescos feitos no local, em que se pega um molde de madeira e o prende à parede, colocando, em seguida, terra em volta. As portas e janelas são apoiadas no topo por tábuas de madeira que saem para fora, dando às moradias uma aparência característica.

No filme, a cozinha da casa também possui um papel central, sendo o domínio de Julieta, mãe de Mirabel, que tem o poder da cura por meio da comida. O cômodo foi retratado com referências às cozinhas colombianas de época, como uma bomba de água, um forno a lenha e milho pendurado para secar.

É ali que se pode ver a personagem amassando a massa para fazer as arepas, típica comida colombiana que tem certo protagonismo na animação. A razão disso? “Elas são deliciosas!”, brinca Jared Bush.

Arepas, prato de massa de pão feito com milho moído ou farinha de milho pré-cozido popular na Colômbia

Ajiaco, uma sopa de batatas e galinha, que leva ainda milho

Buñuelos, iguaria feita a partir de várias bases podendo ser frito, cozido e ainda redondo ou alongado

“Quando estávamos lá, em todos os lugares que íamos eles comiam deliciosas arepas. Eu diria que é a única comida que é especificamente mencionada no filme”, diz. Outras comidas típicas, porém, podem ser vistas entre as cenas. Na mesa de jantar, por exemplo, a família come ajiaco (sopa de batata e galinha) e várias empanadas e buñuelos (massa em forma redonda ou alongada que pode ser frita ou cozida e conter diferentes recheios).

Como diz Charise Casto Smith, codiretora e roteirista de “Encanto”, seria impossível retratar a animação em outro lugar. “A pesquisa, a cultura e a música, em particular, foram peças fundamentais para fazer este filme. Para mim, os blocos principais da história foram feitos de influências colombianas”, declara.

“Encanto” chega aos cinema mundiais em 25 de novembro. Confira o trailer!

Quais filmes assistir no Disney+? Confira 50 opções, de Esqueceram de Mim a Star Wars

Plataforma recém-chegada ao Brasil exibe clássicos do estúdio e sucessos recentes de bilheteria

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No Brasil há pouco mais de duas semanas, o Disney+ causou certo alvoroço ao reunir no mesmo serviço de streaming produções da Disney, da Pixar, da Marvel e da National Geographic.

Mas alguns assinantes torceram o nariz para a oferta atual de produções. Se ainda não há filmes produzidos exclusivamente para a plataforma, títulos já conhecidos podem ajudar a entreter cinéfilos nostálgicos e as crianças —essas, sim, grande público alvo do serviço nesse início de operação no país.

Entre as obras disponíveis, há clássicos como “Mary Poppins”, com Julie Andrews, e a versão animada de “Mulan”. Mas estão disponiveis também sucessos recentes, incluindo a nova trilogia “Star Wars” e “Black Is King”, álbum visual da cantora Beyoncé. O Guia reuniu um time de cinco jornalistas para indicarem dez filmes cada um no serviço. Participam Guilherme Genestreti, Isabel Teles, Leonardo Sanchez, Marina Consiglio e Teté Ribeiro.

Confira abaixo uma seleção de 50 produções disponíveis no Disney+.

GUILHERME GENESTRETI

Alô Amigos EUA, 1942. Wilfred Jackson, Jack Kinney, Ham Luske, Bill Roberts e Norman Ferguson. Aqui uma curiosidade histórica. No esforço de aproximar os países latino-americanos durante a Segunda Guerra, o governo americano incumbiu a Disney de estreitar os laços com os vizinhos, e parte do resultado é esse filme que, entre outros, introduz o Zé Carioca, o papagaio malandro que leva o Pato Donald para tomar cachaça e cair no samba.

Uma Cilada para Roger Rabbit EUA, 1988. Direção: Robert Zemeckis. Com: Bob Hoskins, Christopher Lloyd e Joanna Cassidy. Quando Robert Zemeckis ainda era um diretor relevante, ele lançou esta mistura de desenho animado e filme live-action que é também um grande tributo aos clássicos da animação. Onde mais poderíamos ver os personagens da Disney e da Warner interagindo e a sensual Jessica Rabbit se tornando um ícone 2D? Leia a crítica.

Hércules EUA, 1997. Direção: John Musker e Ron Clements. Sabe-se lá o que a mitologia grega tem a ver com a música gospel americana, mas a mistura deu bem certo nesta que é uma das animações mais divertidas da Disney. Quem viveu os anos 1990 vai pescar as referências pop. E James Woods se revela um excelente dublador do vilão Hades.

Muppets, o Filme EUA, 1979. Direção: James Frawley. Com: Jim Henson, Frank Oz, Jerry Nelson. Orson Welles e uma penca de comediantes de primeiro time –Mel Brooks, Bob Hope e Richard Pryor– dão uma forcinha na primeira incursão cinematográfica de Caco, Fozzie, Gonzo e Piggy. Enquanto os bichos buscam o estrelato em Hollywood, a trama tira um sarro da América pós-hippie em piadas datadas e outras nem tanto. Leia a crítica.

Pantera Negra EUA, 2018. Direção: Ryan Coogler. Com: Chadwick Boseman, Michael B. Jordan e Lupita Nyong’o. Grande feito o de Ryan Coogler, que subverteu o gênero mais medíocre do cinema atual, o dos filmes de super-herói, e criou uma obra que é um marco cultural inquestionável. O embate entre T’Challa e Killmonger carrega um tanto dos dilemas do movimento negro americano e termina sem o manjado maniqueísmo dos longas do tipo. Leia a crítica.

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Pinóquio EUA, 1940. Direção: Norman Ferguson, T. Hee, Wilfred Jackson, Jack Kinney, Hamilton Luske, Bill Roberts e Ben Sharpsteen. Poucos títulos definem melhor o esmero dos estúdios Disney quanto este, que é o segundo longa produzido pela empresa e que dispensa apresentações. Talvez por ser o mais pedagógico dos títulos, a história do boneco mentiroso é repleta de cenas sombrias, o que pode explicar por que caiu no gosto de cineastas como Terry Gilliam. Leia a crítica.

Rogue One: Uma História Star Wars EUA, 2016. Direção: Gareth Edwards. Com: Felicity Jones, Diego Luna e Ben Mendelsohn. O único lampejo de originalidade nos últimos filmes da franquia criada por George Lucas se encontra nesse título paralelo à saga principal. O longa recupera o clima sombrio de “O Império Contra-Ataca” e ainda faz matar as saudades de Darth Vader. Leia a crítica.

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Star Wars: O Império Contra-Ataca EUA, 1980. Direção: Irvin Kershner. Com: Isaac Bardavid, Mark Hamill e Harrison Ford. O filme do meio da única trilogia de “Star Wars” que importa, a clássica, traz o charme de uma época em que blockbusters contavam com neurônios e trucagens mecânicas, e não com computação gráfica. Aqui, Luke Skywalker tem a grande revelação sobre sua origem, enquanto Han Solo é entregue de bandeja a seu arqui-inimigo.

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Vida de Inseto EUA, 1998. Direção: John Lasseter e Andrew Stanton. Escanteado por franquias como “Toy Story” e a chatíssima “Os Incríveis”, este longa merecia mais atenção. São boas as sacadas de brincar com as idiossincrasias dos bichos, transformando formigas em workaholics neuróticas, e as moscas, que vivem pouco, num bando de fanfarronas hedonistas, sem contar com um passarinho arrepiante. Leia a crítica.

Viva: A Vida É Uma Festa EUA, 2017. Direção: Lee Unkrich e Adrian Molina. À primeira vista, a animação da Pixar parece um mero afago marqueteiro à comunidade hispânica nos Estados Unidos. Mais eis que o filme sobre um aspirante a mariachi consegue prestar uma homenagem consistente ao México, com uma doce mensagem sobre a necessidade de lembrar os mortos e as tiradas em torno da imigração. Leia a crítica.

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ISABEL TELES

Atlantis o Reino Perdido EUA, 2001. Direção: Kirk Wise e Gary Trousdale. Não estranhe a ausência de músicas em “Atlantis”. Com elementos de ação e aventura que também funcionariam bem com atores e efeitos especiais, o filme fica mais interessante com traços do ilustrador Mike Mignola. A história é inspirada na obra de Júlio Verne e acompanha uma expedição ao reino perdido que abriga tesouros e mistérios.

Frankenweenie EUA, 2012. Direção: Tim Burton. Tim Burton denuncia o tom sombrio desta animação, inspirada em um curta que ele dirigiu em 1984, já no título. No filme, gravado em stop-motion, o menino Victor Frankenstein –sim, o mesmo por trás do monstro com parafusos nas têmporas– tenta fazer seu cãozinho Sparky voltar à vida usando o que aprendeu na aula de ciências. A experiência funciona, mas a situação sai do controle quando ele tenta ressuscitar outros animaizinhos mortos. Leia a crítica.

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Geri’s Game EUA, 1997. Direção: Ian Pinkava. Quem assistiu a “Vida de Inseto” nos cinemas ou em vídeo lembrará que quem roubava a cena antes dos bichos aparecerem na tela era o velhinho Geri –tanto que o personagem estrela uma animação curtinha que venceu o Oscar. No filme, de quatro minutos e sem tradução para o português na plataforma, o protagonista joga xadrez sozinho num parque, enquanto alterna o papel de mocinho e vilão com a cor das peças.

Irmão Urso EUA, 2003. Direção: Bob Walker, Aaron Blaise. O filme apresenta a complexa figura de um anti-herói. Kenai é um nativo americano que, por vingança, mata o urso que tirou a vida de seu irmão —mas ele é transformado em animal pelos espíritos como forma de castigo. Para voltar à forma humana, Kenai embarca numa jornada emocionante até a aurora boreal na companhia de Koda, sem saber que o filhote é órfão do urso que ele matou. A trilha sonora, escrita por Phil Collins, confere pontos extras à animação. Leia a crítica.

Monstros S. A. EUA, 2001. Direção: Pete Docter, David Silverman e Lee Unkrich. Mesmo quem tem medo de ser atacado por um monstro na hora de dormir pode ficar tranquilo ao assistir ao filme. A comédia retrata o cotidiano de uma fábrica na cidade de Monstrópolis, que funciona de forma semelhante à qualquer fábrica do mundo dos humanos, numa paródia do mundo corporativo. A diferença é que a matéria-prima dela são gritos de crianças humanas aterrorizadas pela invasão de monstros em seus quartos. Leia a crítica.

A Nova Onda do Imperador EUA, 2000. Direção: Mark Dindal. A animação viaja até o império inca para contar a história de Kuzko, um jovem arrogante imperador que é transformado numa lhama por sua vingativa conselheira Izma. A versão dublada não faz feio com as interpretações de Selton Mello para o protagonista e de Marieta Severo para a vilã. Mas vale escutar a versão original da música “My Funny Friend and Me”, de Sting, que concorreu ao Oscar de canção original.

Procurando Nemo EUA, 2003. Direção: Andrew Stanton e Lee Unkrich. No início dos anos 2000, a Pixar apresentou para as crianças um tema sério que começou a ser amplamente debatido mais recentemente, as diferentes configurações de família. Na animação, o peixinho-palhaço Nemo é criado apenas pelo pai, Marlin, depois que sua mãe e seus irmãos são devorados por um predador. O paizão não mede esforços para encontrar o filho quando ele é capturado. Leia a crítica.

Rio EUA, 2011. Direção: Carlos Saldanha. É divertido ver cenários e animais conhecidos na animação. “Rio” conta a história de Blu, uma ararinha-azul que é capturada nas florestas brasileiras e traficada para os Estados Unidos. Anos depois, ele precisa voltar ao Rio de Janeiro para procriar e salvar sua espécie. A tarefa simples acaba se tornando uma grande confusão, quando ele tenta garantir a liberdade de outras aves. Carlinhos Brown foi indicado ao Oscar de canção original por “Real in Rio”.

Os Simpsons: O Filme EUA, 2007. Direção: David Silverman. Não só de animações fofas vive o Disney+. A plataforma também exibe produções da Fox, como “Os Simpsons”. Com humor ácido, a comédia acompanha um desastre ambiental provocado em Springfield por causa de um descuido de Homer com seu novo animal de estimação, um porco.

Up – Altas Aventuras EUA, 2009. Direção: Pete Docter e Bob Peterson. Se o Oscar de melhor animação –e o fato de ter concorrido na categoria de melhor filme– não for motivo suficiente para ver e rever “Up”, acrescente à lista o enredo cativante e às imagens hipnotizantes. O filme conta a história do rabugento Carl (dublado por Chico Anysio no Brasil), que transforma sua casa em um dirigível usando balões de gás hélio coloridos para finalmente fazer sua viagem dos sonhos à América do Sul. Leia a crítica.

LEONARDO SANCHEZ

101 Dálmatas EUA, 1996. Direção: Stephen Herek. Com: Glenn Close, Jeff Daniels e Joely Richardson. Glenn Close está chiquérrima e divertidíssima como a Cruella de Vil —ou Cruela Cruel— desta versão com atores da animação homônima dos anos 1960, lançada bem antes da atual moda de adaptações em live-action. A atriz dá vida a uma estilista que quer a todo custo raptar dezenas de filhotes para costurar um casaco de pele politicamente incorreto.

Abracadabra EUA, 1993. Direção: Kenny Ortega. Com: Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy. Clássico de Halloween, o filme traz o trio Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy nas peles de três bruxas que voltam à vida séculos depois de queimarem na fogueira por aterrorizarem um vilarejo americano. No mundo moderno, elas protagonizam situações absurdas e engraçadas.

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Anastasia EUA, 1997. Direção: Don Bluth e Gary Goldman. Em meio ao boom das animações nos anos 1990, a Fox decidiu filmar a história de uma jovem órfã, perseguida por um vilão macabro enquanto entoa belas canções —o que fez com que o estúdio fizesse frente às princesas da Disney. Agora que Mickey Mouse comprou a Fox, Anastasia se tornou mais uma peça em sua coleção animada. A personagem é inspirada em uma das filhas do czar Nicolau 2º, morto na Revolução Russa, e protagoniza um roteiro com vários problemas —mas que nem por isso deixa de ser encantador.

A Bela e a Fera EUA, 2017. Direção: Bill Condon. Com: Emma Watson, Dan Stevens e Luke Evans. Com elenco de peso encabeçado por Emma Watson, a versão com atores da celebrada animação da Disney aproveita o sucesso da trilha sonora do original para deixar a trama ainda mais musical. Números grandiosos são embalados por arranjos pomposos para narrar a história de uma moça aprisionada em um castelo encantado. Os cenários e figurinos são lindíssimos e dão ainda mais ares de magia ao live-action. Leia a crítica.

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O Corcunda de Notre Dame EUA, 1996. Direção: Gary Trousdale e Kirk Wise. Quem diria que o longo, sombrio e violento livro de Victor Hugo seria adaptado em um filme infantil? Talvez adulto demais para os padrões que a Disney segue hoje, o longa de 1996 sobre o corcunda que vive na Catedral de Notre-Dame usa belas canções para costurar um roteiro inteligente, para todas as idades.

O Estranho Mundo de Jack EUA, 1993. Direção: Henry Selick. A Disney já quis se ver longe do filme concebido por Tim Burton —tanto que o lançou originalmente pelo selo Touchstone—, mas, quem diria, o stop-motion se tornou queridinho de muita gente e hoje recebe tratamento especial da empresa de Mickey Mouse. Nele, um esqueleto que é o rei do Halloween descobre acidentalmente que existe um mundo onde o feriado favorito das pessoas é o Natal.

James e o Pêssego Gigante EUA, 1996. Direção: Henry Selick. Quando Tim Burton não pôde dirigir “O Estranho Mundo de Jack”, Henry Selick foi ao resgate. Pouco tempo depois, ele decidiu adaptar o clássico literário de Roald Dahl também em forma de stop-motion, dando origem a este filme frequentemente esquecido sobre um menino que, a bordo de um pêssego gigante habitado por insetos cantores, parte em uma viagem a Nova York.

Mary Poppins EUA, 1964. Direção: Robert Stevenson. Com: Julie Andrews, Dick Van Dyke e David Tomlinson. Clássico é clássico. E Julie Andrews está incomparável neste, em que vive uma babá mágica que precisa socorrer uma família em crise. Os derivados “O Retorno de Mary Poppins” e “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” também valem a visita, principalmente pelos ótimos trabalhos de Emily Blunt, no primeiro, e de Tom Hanks e Emma Thompson, no segundo. Leia a crítica.

Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra EUA, 2003. Direção: Gore Verbinski. Com: Johnny Depp, Geoffrey Rush e Keira Knightley. Se as incursões mais recentes da Disney nesta franquia fizeram muitos espectadores torcerem o nariz, não se preocupe —o longa que introduziu Jack Sparrow ao mundo é realmente uma pérola do cinema de ação e aventura. Nele, um ferreiro pede ajuda a piratas para salvar a mulher que ama, raptada por uma tripulação de quase-mortos. Mas não se engane, mesmo em 2003 a mocinha da história já era bem poderosa. Leia a crítica.​

Star Wars: Os Últimos Jedi EUA, 2017. Direção: Rian Johnson. Com: Daisy Ridley, John Boyega e Oscar Isaac. Antes de “A Ascensão Skywalker” estragar tudo, a nova trilogia de “Star Wars” caminhava para um desfecho intrigante e cheio de personalidade com o oitavo episódio da saga. Dirigido por Rian Johnson, este é sem dúvidas o melhor dos três últimos filmes da trama intergaláctica. Além de ampliar a diversidade, dando peso aos personagens Finn, Poe e Rose, o longa investe no conflito entre Rey e Kylo Ren, que protagonizam um duelo de sabres de luz épico. Leia a crítica.

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MARINA CONSIGLIO

Bao EUA, 2018. Direção: Domee Shi. Uma das atrações do Disney+ são os curtas que tradicionalmente abrem os filmes da Pixar nos cinemas. Este, de 2018, antecedeu a exibição de “Os Incríveis 2”. Complexa e sensível, a produção aborda as dificuldades de pais e filhos imigrantes chineses por meio da história de uma mulher solitária que desenvolve um relacionamento com um bao, tradicional (e delicado) bolinho preparado no vapor. Difícil não se emocionar.

Black Is King EUA, 2020. Direção: Beyoncé Knowles-Carter e Blitz the Ambassador. Começam aqui as dificuldades com a plataforma. Uma das poucas produções originais recentes disponíveis ali, o filme só tem legendas nas partes faladas –as letras das canções sequer aparecem. Uma pena. De qualquer forma, vale a pena assistir ao álbum visual da cantora, no qual ela retoma a história de Hamlet (e a do Rei Leão), em uma ode à cultura africana. Para assistir com o caderninho e anotar referências.

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Fitas EUA, 2020. Direção: Erica Milsom. Diferentemente de “Bao”, este curta integra o programa SparkShots, da Pixar, no qual funcionários da empresa ganham a oportunidade de criar produções independentes. Ou seja, esta produção não passou nos cinemas, mas vale a pena ser vista. Nele, uma menina autista não verbal e um garoto bem falante precisam se entender durante um passeio de canoa.

Hamilton EUA, 2020. Direção: Thomas Kail. Com: Lin-Manuel Miranda, Jonathan Groff e Daveed Diggs. E continuam aqui as dificuldades já citadas em “Black Is King”. Quem esperou para assistir ao elogiado musical estrelado por Lin-Manuel Miranda precisa saber inglês –é a única opção de legenda que a plataforma oferece. O ator chegou a fazer uma postagem em uma rede social garantindo que a tradução vem, mas até a conclusão desta lista, nada ainda. De qualquer forma, os fãs de musicais devem apreciar o espetáculo, um dos grandes da Broadway.

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Guardiões da Galáxia EUA, 2014. Direção: James Gunn. Com: Chris Pratt, Zoe Saldana e Dave Bautista. Em 2014 as coisas eram mais simples, pelo menos no universo cinematográfico da Marvel. Quem não acompanhou os quadrinhos talvez nem fizesse ideia de como o peculiar esquadrão encabeçado por Peter Quill, o Senhor das Estrelas (Chris Pratt), iria se encontrar com o Capitão América e o Homem de Ferro. E muito provavelmente nem se importava, porque este era –e continua a ser– um dos mais divertidos filmes da Marvel. Leia a crítica.

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Nunca Fui Beijada EUA, 1999. Direção: Raja Gosnell. Com: Drew Barrymore, Michael Vartan e David Arquette. Neste clássico da “Sessão da Tarde”, Drew Barrymore interpreta uma jornalista desajeitada que vê uma oportunidade de carreira numa reportagem meio furada —infiltrar-se em uma escola atrás de alguma história bombástica sobre adolescentes. Mas acaba encontrando outra história ali.

Mulan EUA, 1998. Direção: Tony Bancroft e Barry Cook. O tão aguardado live-action da heroína chinesa que se passa por homem para salvar a China só estreia na plataforma no dia 4 de dezembro. Enquanto isso, a dica é a versão clássica da Disney, uma animação com ótimas músicas.

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Os Muppets EUA, 2011. Direção: James Bobin. Com: Jason Segel, Amy Adams e Chris Cooper. Meu colega Guilherme Genestreti lembrou o primeiro filme dos Muppets, de 1979, e eu completo a indicação com o longa de 2011. Conhecido pelas comédias adultas, como “O Virgem de 40 Anos” e “Ressaca de Amor”, o ator e roteirista Jason Segel surpreende no projeto, que ressuscitou o universo dos Muppets. A produção é adorável e agrada também aos adultos.

Rainha de Katwe EUA, 2016. Direção: Mira Nair. Com: Madina Nalwanga, David Oyelowo e Lupita Nyong’o. Para aproveitar o hype em torno de “O Gambito da Rainha”, fica a dica de outra produção sobre o universo do xadrez. Baseado em uma história real, o longa conta a trajetória de uma enxadrista ugandesa que se destacou no esporte já aos 14 anos. Lupita Nyong’o está no elenco do longa, que tem direção de Mira Nair. Leia a crítica.

Toy Story 3 ​EUA, 2010. Direção: Lee Unkrich. 103 min. O primeiro longa da franquia revolucionou a animação lá em 1995, mas é inegável que a produção se mantém relevante até hoje. Woody, Buzz e amigos até ganharam novo fôlego com o quarto filme, mas esta despedida da infância é a obra-prima da turma. Leia a crítica.

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TETÉ RIBEIRO

Aladdin EUA, 2019. Direção: Guy Ritchie. Com: Will Smith, Mena Massoud e Naomi Scott. Modernização de uma versão em desenho animado, que chegou às telas em 1992 e tinha a voz de Robin Williams como o gênio da lâmpada. Desta vez, tudo é live-action, com Will Smith como um gênio extravagante e a atriz britânica Naomi Scott na pele de uma Jasmine avançada e feminista. O musical é uma superprodução da Disney, dirigida por Guy Ritchie, que se inspira em muitas ideias e visuais de filmes de Bollywood. Uma surpresa agradável para espectadores de todas as idades. Leia a crítica.

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Avatar EUA, 2009. Direção: James Cameron. Com: Sam Worthington, Zoe Saldana e Sigourney Weaver. Com o conhecimento científico acumulado principalmente na filmagem de “Titanic”, um dos maiores sucessos de todos os tempos em todas as telas, o cineasta James Cameron fez esta ficção científica que colocou o alongado povo alienígena Na’avi no mapa –tanto que o filme gerou uma das atrações de parques temáticos mais frequentadas da Disney.​ Leia a crítica.

Divertida Mente EUA, 2015. Direção: Pete Docter. A história traz a menina Riley, que está prestes a entrar na adolescência e se muda com os pais para uma nova cidade, provocando um chacoalhão no equilíbrio de suas emoções básicas –alegria, medo, raiva, nojo e tristeza. Audacioso e apatetado, engraçado e original, é um dos melhores filmes da Pixar, capaz de encantar adultos, crianças, adolescentes, jovens e velhos de todas as idades. Leia a crítica.

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Edward Mãos de Tesoura EUA, 1990, Direção: Tim Burton. Com: Johnny Depp, Winona Ryder e Dianne Wiest. Uma das combinações mais felizes da dupla Tim Burton (diretor) e Johnny Depp (protagonista), transforma numa fábula semigótica a eterna trama do forasteiro de bom coração que não é bem recebido de cara pela sociedade. O filme divertido e surrealista conta a história de um jovem construído artificialmente com tesouras no lugar das mãos e que, por isso, leva uma vida solitária perto de uma cidade suburbana. Ele é apaixonado por uma adolescente local e, certa hora, é apadrinhado sem justificação por uma senhora que o conhece e o decide levar para casa.

Esqueceram de Mim EUA, 1990. Direção: Chris Columbus. Com: Macaulay Culkin, Catherine O’Hara e Joe Pesci. Este é o momento certo para ver ou rever essa pequena joia de filme, que se passa numas férias de Natal. Uma família grande e barulhenta sai de viagem para a Europa e esquece um dos filhos, de oito anos, para trás. Foi o primeiro papel como protagonista do astro infantil Macaulay Culkin, que marcou a carreira dele para sempre. Kevin, o menino da história, precisa inventar artifícios para impedir que dois ladrões atrapalhados invadam a casa da família, que deveria estar vazia.​ Leia a crítica.

Free Solo EUA, 2018. Direção: Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin. O vencedor do Oscar de melhor documentário de 2019 faz por merecer. Com um time dedicado de câmeras e alpinistas, registra a emocionante trajetória cheia de obstáculos e conflitos pessoais do alpinista californiano Alex Honnold, que decide ser o primeiro a escalar sem nenhum instrumento de segurança a formação rochosa El Capitan, de 914 metros, no Parque Nacional de Yosemite, no estado americano da Califórnia. Leia a crítica.

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Mogli – O Menino Lobo EUA, 2016. Direção: Jon Favreau. Com: Dan Stulbach, Marcos Palmeira e Thiago Lacerda. O longa com ator e bichos realistas é uma feliz renovação do clássico desenho animado, de 1967, que foi visto por várias gerações. Como da primeira vez, o script acompanha a grande aventura da vida de Mogli, um garoto de 12 anos criado na selva por um alcateia unida, mas que é ameaçado de morte pelo tigre feroz e vingativo Shere Khan. Convencido a deixar a floresta, ele embarca numa peregrinação com a ajuda da pantera Baguera e do urso Balu. É um filme amedrontador e intenso, mas as crianças amam, assim como os crescidos. Consegue contar uma fábula que toca em temas delicados, como a força destrutiva dos homens e a perda da inocência dos jovens adolescentes. ​ Leia a crítica.

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Ratatouille EUA, 2007. Direção: Brad Bird. Mais um vencedor do Oscar de melhor longa de animação, em 2008, é uma produção apaixonante. O personagem principal é um ratão de rua que consegue preparar receitas complexas com maestria. E, depois de muito estranhamento, ele se alia a um jovem assistente de cozinha desastrado de um restaurante fino. Com uma combinação esperta de ação, romance, drama familiar e reflexões sérias sobre a criação de uma obra de arte, o longa, mais indicado para adultos, é um triunfo. Leia a crítica.

Toy Story 4 EUA, 2019. Direção: Josh Cooley. Depois de quase dez anos do lançamento de “Toy Story 3”, de 1999, o que parecia uma trilogia voltou com mais uma sequência, e acontece que esta é a melhor produção da saga de Woody, Buzz e companhia. Aqui o roteiro ambicioso pretende explorar questões bem mais profundas que nos filmes anteriores. Woody está prestes a virar uma peça de antiquário quando Buzz e outros brinquedos falantes se unem para o encontrar. E, enquanto está sozinho, ele reflete sobre sua existência. Será que sua existência só tem propósito se ele brinca com uma criança? É o sentido da vida que ele questiona. Leia a crítica.

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Wall-E EUA, 2008. Direção: Andrew Stanton. Este também levou o Oscar –de melhor longa de animação de 2009– e fez jus ao prêmio. Wall-E se passa num futuro distante, quando a humanidade deixou a Terra cheia de lixo para trás e foi viver em outro planeta. Ele é um robô compactador de entulho, o último de sua espécie, e ficou sozinho na Terra, onde continua a sua rotina. O começo do filme —um longo começo– é inteiramente mudo e lembra os estilos simples e geniais de comediantes consagrados como Chaplin, Keaton e Jacques Tati. Leia a crítica.

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Encanto, da Disney, lembra Shakira e até o realismo fantástico de García Márquez

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Entre as montanhas verdes da região amazônica, uma casa de cores vibrantes se ergue de forma fantasiosa. Um povoado humilde orbita aquela construção imponente, adornada ainda por flores e animais como tucanos, capivaras e onças. Do lado de dentro, uma grande família troca beijos e abraços de forma constante e apesar das brigas. Poderia ser o Brasil, mas “Encanto”, na verdade, se passa na Colômbia. Nem por isso a 60ª animação do Walt Disney Animation Studios deixa de

Encanto, da Disney, lembra Shakira e até o realismo fantástico de García Márquez

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Entre as montanhas verdes da região amazônica, uma casa de cores vibrantes se ergue de forma fantasiosa. Um povoado humilde orbita aquela construção imponente, adornada ainda por flores e animais como tucanos, capivaras e onças. Do lado de dentro, uma grande família troca beijos e abraços de forma constante e apesar das brigas. Poderia ser o Brasil, mas “Encanto”, na verdade, se passa na Colômbia.

Nem por isso a 60ª animação do Walt Disney Animation Studios deixa de ter um valor especial para os brasileiros –e, na verdade, para boa parte dos latino-americanos. Apesar da ambientação no país vizinho, a trama deve encontrar maneiras de se conectar com todo esse canto da América ao rejeitar o arquétipo da donzela europeia que já foi onipresente no estúdio.

Em “Encanto”, os tons pastéis de vestidos como os de Cinderela e Aurora e os cavalos lustrosos dos príncipes encantados dão lugar a figurinos de cores que nem sempre combinam e a burros que são o meio de locomoção dos personagens. Já os casais têm vários filhos, que se reúnem numa longa mesa que faria inveja ao quarteto real de “Frozen”.

Estreando agora, “Encanto” precisa de uma longa canção de abertura para dar conta de apresentar todos os membros da família Madrigal. O musical animado mostra como Abuela Alma, após perder o marido, com três filhos pequenos para criar, recebe um milagre –em forma de uma vela mágica, que ergue uma bela casa do chão e concede poderes a seus descendentes.

Luisa tem superforça. Isabela faz flores nascerem. Camilo assume a aparência de qualquer pessoa. Antonio fala com os animais. Pena muda o clima conforme seu humor. Dolores ouve até um alfinete cair. Julieta pode curar machucados com arepas e outras receitas regionais. Mas Mirabel, a protagonista, não ganhou nenhum dom.

Por isso, ela é uma espécie de patinho feio da família –até que a mágica dos Madrigal começa a rarear e ela parte, então, numa jornada para tentar salvar os pais, irmãos, tios, primos e a avó, que tantas vezes olharam para ela com desdém.

“Eu via muitas telenovelas com a minha avó enquanto crescia, então eu tenho certeza que elas encontraram um caminho para aparecer no filme. Elas influenciaram a maneira como eu conto histórias, sempre dessa forma muito dramática”, diz Charise Castro Smith, corroteirista e codiretora do filme, que tem ascendência cubana.

“‘Encanto’ é sobre família e, no centro do filme, há a pergunta sobre o quanto conhecemos nossa família e o quanto ela nos conhece. Nós queremos que as pessoas vejam esse filme com suas famílias e que percebam que, apesar de passarem pelas mesmas experiências, cada indivíduo as percebe de forma particular”, completa a produtora Yvett Merino sobre o conflito principal.

Nessa trama de dezenas de personagens, picuinhas bobas e um amor pela família maior do que qualquer coisa, é fácil reconhecer um tipo de afeição muito característica dos latinos. Além de Castro Smith, vários funcionários com raízes na América Latina ajudaram a levar o filme às telas, como o chefe de animação Renato dos Anjos, que é brasileiro.

“Eu queria que o filme fosse bem específico culturalmente, que a gesticulação, a articulação dos personagens fosse bem parecida com a realidade, que houvesse proximidade nas interações”, diz o animador. “E isso em computação gráfica é um tanto quanto difícil.”

Outros temas comuns à realidade latino-americana estão muito presentes. A magia da família, por exemplo, é resultado de uma tragédia causada por uma versão do que conhecemos como coronelismo, e é explicada como sendo um “milagre”, escancarando a religiosidade e o misticismo pulsantes deste lado do continente.

Isso tudo é entregue numa embalagem igualmente regional, por meio de músicas criadas por Lin-Manuel Miranda. Colaborador frequente da Disney –ele esteve envolvido em “Moana”, “O Retorno de Mary Poppins” e no ainda inédito live-action de “A Pequena Sereia”–, o filho de porto-riquenhos buscou inspiração em ritmos como bambuco, mapalé, cúmbia, joropo e no “rock do início da carreira da Shakira” para a trilha sonora.

Mas como os filhos de cubanos, brasileiros e porto-riquenhos concordaram em situar “Encanto” na Colômbia, e não em outro país latino ou num reino imaginário? Jared Bush e Byron Howard, diretores da animação que também trabalharam juntos no oscarizado “Zootopia”, contam que a rota até o país foi traçada aos poucos.

A ideia de fazer um filme com sangue latino-americano já existia, e vários elementos foram incorporados à trama conforme a Disney buscava uma coordenada geográfica exata para a história. Por sugestão de alguns amigos, a dupla fez uma visita à Colômbia e, lá, se apaixonou pela cultura e pelo visual do país.

“O fato é que a Colômbia é o país onde o realismo fantástico nasceu, com Gabriel García Márquez. A maneira como essa literatura conversa com a emoção, e como a mágica nela vem das coisas do dia a dia, fez todo o sentido para o filme que queríamos fazer”, diz Howard.

Com suas músicas dançantes e visual alegre, a animação promete encantar de crianças a seus familiares crescidos, de noveleiros a fãs de teatro musical. Levando, consigo, um gostinho de América Latina para as telas ao redor do mundo.

ENCANTO

Quando Estreia nesta quinta (25), nos cinemas

Classificação Livre

Produção EUA, 2021

Direção Jared Bush, Byron Howard e Charise Castro Smith

Link para trailer no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=uMuYED1SEAU

Referência:
viagemegastronomia.cnnbrasil.com.br
guia.folha.uol.com.br
www1.folha.uol.com.br
br.noticias.yahoo.com

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