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Como o homem mais rico do mundo gasta a própria fortuna

Carlos Slim faz hattrick e volta a ser o homem mais rico do mundo

Tal como é habitual todos os anos, a revista norte-americana Forbes revela quais são as maiores fortunas do mundo. Este ano não há grandes novidades uma vez que o mexicano Carlos Slim fez o ‘hattrick’ ao voltar o ser o homem mais rico do planeta pelo terceiro ano consecutivo.

Carlos Slim faz hattrick e volta a ser o homem mais rico do mundo

Tal como é habitual todos os anos, a revista norte-americana Forbes revela quais são as maiores fortunas do mundo. Este ano não há grandes novidades uma vez que o mexicano Carlos Slim fez o ‘hattrick’ ao voltar o ser o homem mais rico do planeta pelo terceiro ano consecutivo.

O “Midas das telecomunicações” como é conhecido Slim voltou a arrecadar o título do mais rico do mundo com uma fortuna avaliada em 69 mil milhões de dólares (52,5 mil milhões de euros).

Os nomes que constam nos restantes dois lugares do pódio também não novos: Bill Gates e Warren Buffett, apesar de terem trocado de posição no espaço de um ano. Se Bill Gates contava com uma fortuna estimada em 61 mil milhões de dólares (46,4 mil milhões de euros) e este ano é o segundo mais rico, já o guru dos mercados conhecido como ‘Oráculo de Omaha’ desceu uma posição e ficou em terceiro lugar com uma fortuna de 44 mil milhões de dólares (33,5 mil milhões de euros).

Amorim, Soares dos Santos e Belmiro são os únicos portugueses

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A lista deste ano da Forbes volta a contar com apenas três nomes portugueses: Américo Amorim, Alexandre Soares dos Santos e Belmiro de Azevedo.

O “Rei da Cortiça”, como lhe chama a Forbes, ocupa a 242ª posição do ranking ao apresentar com uma fortuna avaliada em 4,4 mil milhões de dólares (3,3 mil milhões de euros).

Já o dono do Pingo Doce, Alexandre Soares dos Santos, surge na 491ª posição com uma fortuna estimada de 2,5 mil milhões de dólares (1,9 mil milhões de euros). Apesar da posição ocupada, o presidente da Jerónimo Martins foi o único dos três portugueses a subir no ranking da Forbes, ao passar da 512ª para a 491ª posição, ou seja 21 lugares.

Por último, Belmiro de Azevedo ocupa a 1153ª posição da lista da Forbes com uma fortuna avaliada em mil milhões de dólares (761 milhões de euros).

Recorde de 1226 bilionários

De acordo com a Forbes, a lista deste ano conta com 128 novos bilionários (face aos 214 novos que tinham entrado em 2011), enquanto que 117 saíram do ranking. No entanto, a lista deste ano conta com um recorde de 1226 bilionários, acima dos 1210 registados há um ano, com uma fortuna média de 3,7 mil milhões de dólares (2,82 mil milhões de euros)

Tudo somado, as fortunas deste ano atingiram o montante de 4,6 biliões de dólares (3,5 biliões de euros), mais 100 mil milhões que em 2011.

O ranking da Forbes conta com 58 nacionalidades, com destaque para Marrocos que integrou a lista deste ano com três bilionários.

Certo é que é nos Estados Unidos que estão os homens mais riscos do mundo (425 bilionários), seguidos pela Ásia-Pacífico (315), Europa (310), Américas (90) e Médio Oriente e África (86).

Como Jeff Bezos, homem mais rico do mundo, gasta seus bilhões

Bilionário disse que encontrar formas de gastar dinheiro “é mais difícil do que parece”

Como Jeff Bezos, homem mais rico do mundo, gasta seus bilhões

SÃO PAULO – Jeff Bezos é a pessoa mais rica do mundo, com fortuna estimada em US$ 130 bilhões. Com tanto dinheiro, ele mesmo chegou a admitir, em entrevista ao Business Insider, que encontrar maneiras de “utilizar tamanha quantia financeira” é mais difícil do que parece: “você não vai gastar em um segundo jantar fora [no mesmo dia]”, exemplificou.

Ao longo de 2017, o fundador da Amazon rendeu uma média de US$ 107 milhões por dia – quantia inimaginável para a maioria dos seres humanos. Ele literalmente não sabe mais onde gastar esse dinheiro. 

Parte da fortuna de Bezos, como a da maioria dos bilionários, é destinada à criação de novos negócios. Todos os anos, o CEO da Amazon liquida US$ 1 bilhão em ações da Amazon para financiar sua empresa de viagens espaciais, Blue Origin. Mas nem só de empresas vive um bilionário. 

Recentemente, Bezos, sua esposa Mackenzie e seus quatro filhos viajaram à Noruega, se hospedaram em um hotel feito de gelo por três dias, passearam em trenós e viram lobos selvagens. 

No momento, segundo o BI, a família também passa por uma reforma de US$ 12 milhões em casa – uma mansão de US$ 23 milhões em Washington. 

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Planos de saúde devem R$ 2,9 bi ao SUS; valor compraria 58 milhões de doses de vacina

Planos de saúde devem R$ 2,9 bi ao SUS; valor compraria 58 milhões de doses de vacina

Os planos de saúde devem cerca de R$ 2,9 bilhões ao Sistema Único de Saúde (SUS), segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável por fiscalizar o setor e cobrar o pagamento. No Brasil, se você tiver plano de saúde, sofrer um acidente e for encaminhado a um pronto-socorro do SUS, a lei determina que a conta do atendimento seja enviada para a operadora do seu plano. Porém, em vez de cumprir a legislação e pagar as faturas, parte das empresas prefere questionar os valores na Justiça e acumular dívidas com a União – “travando” bilhões de reais, que poderiam ser investidos em melhorias no serviço público de saúde.

Enquanto os débitos se arrastam na Justiça, o SUS deixa de receber recursos previstos em lei. Com os R$ 2,9 bilhões da dívida total, equivalente a US$ 588 milhões, daria para comprar ao menos 58 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 (considerando o valor de 10 dólares por dose pago pelo Ministério da Saúde na maioria das vacinas), o que seria suficiente para imunizar 29 milhões de pessoas.

O ressarcimento ao SUS consta na Lei 9.656, de 1998, e foi criado como uma forma de equilibrar as contas do sistema público e evitar que as operadoras ganhem duas vezes: com as mensalidades pagas, e sem gastar com o atendimento aos clientes. A medida não tem impacto financeiro ao usuário, já que a conta é enviada ao plano de saúde. O dinheiro arrecadado vai para o Fundo Nacional de Saúde (FNS), que financia investimentos, seja na compra de equipamentos ou de vacinas contra a Covid-19, por exemplo.

As maiores devedoras são a Hapvida e a NotreDame Intermédica, respectivamente. A Hapvida tem débito de R$ 382 milhões e nunca pagou um único centavo. Em seguida, vem a NotreDame Intermédica, com dívida de R$ 265 milhões, dos quais quitou apenas R$ 9.306 (0,003%), segundo a ANS. Fusão A Hapvida e a NotreDame anunciaram a fusão de suas empresas em março deste ano. Juntas devem ao menos R$ 648 milhões (22% do total) aos cofres públicos. Elas negam que a judicialização e o atraso nos pagamentos são uma estratégia de negócio e acusam a ANS de realizar cobranças indevidas. Entre os serviços com mais indenizações pendentes estão hemodiálise, transplante de rim, radioterapia e parto. 

A fusão das companhias, que depende ainda da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), dará origem à maior operadora de planos de saúde do país, com 8,4 milhões de clientes e receita líquida de R$ 18 bilhões.

A Hapvida é líder no Norte e Nordeste, e a NotreDame, no Sudeste. As duas têm foco em clientes com menor poder aquisitivo (a média da mensalidade é de R$ 220) e ficaram conhecidas por investir em rede própria de atendimento e usar estratégias agressivas de compra de concorrentes locais.

Por trás da Hapvida está um dos homens mais ricos do Brasil, o oncologista Candido Pinheiro Koren de Lima, que está na lista da Forbes ‘Bilionários do Mundo 2021’, com sua fortuna estimada em US$ 4 bilhões. Já a NotreDame foi criada pelo médico Paulo Sérgio Barbanti em 1968, em São Paulo. Ao longo do tempo, a empresa fez uma série de fusões e, em 2014, passou a ser gerida pelo fundo norte-americano Bain Capital.

Segundo o Banco Central, ambas estão inscritas na Dívida Ativa em razão do não ressarcimento ao SUS. De acordo com o banco, a Hapvida entrou em 2013 para o Cadin (uma espécie de “Serasa” das empresas e pessoas que devem ao governo federal), e a NotreDame está na lista desde 2016.

Apesar de esse cadastro limitar a obtenção de créditos e incentivos fiscais, ambas empresas não só continuaram crescendo e comprando concorrentes nos últimos anos, como atualmente prestam serviço para órgãos públicos. Em maio, a Hapvida assinou contrato de R$ 4,1 milhões com a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) para atender servidores ativos, inativos e seus dependentes pelo período de um ano. A NotreDame Intermédica, por sua vez, tem contratos com as Forças Armadas, como o firmado em fevereiro com o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, no valor de R$ 1 milhão.

Cobrança Os dados da ANS mostram que a estratégia padrão de algumas companhias é recorrer administrativamente e, depois, empurrar a dívida na Justiça. “É claro que as empresas não querem pagar, então as operadoras vão prorrogando até a hora que der”, afirma Isabela Soares Santos, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz.

A ANS afirma que tem investido em tecnologia e pessoal para agilizar e aprimorar os processos, seguindo uma recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU). “Desde 2015, o índice efetivo de pagamento se manteve acima de 70%, alcançando mais de 80% em 2019”, afirma. Apesar disso, por conta da pandemia e da suspensão dos prazos, o “calote” aumentou e os pagamentos recuaram para 63,2% em 2020.

Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), os quase R$ 3 bilhões dessa dívida não paga ao SUS (débito até dezembro, sendo que R$ 1 bilhão está em disputa judicial), somado aos lucros crescentes das operadoras e à fusão das líderes do ranking são um retrato da saúde privada no Brasil. “Esse mercado tem ficado altamente oligopolizado e isso aumenta a influência política das empresas”, disse José Sestelo, representante da Abrasco na Comissão de Saúde Suplementar do Conselho Nacional de Saúde (CNS), órgão que monitora as ações do Ministério da Saúde.

Fonte: Repórter Brasil, com edição do ANDES-SN

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Referência:
www.dinheirovivo.pt
www.infomoney.com.br
www.andes.org.br

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