Notícias

Com Selic em 6,25% e novas perspectivas de alta, quais as melhores alternativas para investir hoje?

Com Selic em 6,25% e novas perspectivas de alta, quais as melhores alternativas para investir hoje?

Com subida dos juros, alocadores aumentaram posição em pós-fixados atrelados ao CDI e à inflação, e diminuíram em Bolsa e multimercados

Com Selic em 6,25% e novas perspectivas de alta, quais as melhores alternativas para investir hoje?

A maior aposta nessa classe está ligada à aproximação das eleições e nos impasses fiscais, que vão deixar o cenário nebuloso nos próximos meses. “Tende a ser uma opção boa entre os fundos multimercados. Gostamos e aumentamos a posição recentemente”.

Como o ambiente de juros mais elevados costuma dificultar o trabalho de grandes gestoras de multimercados, Tellechea diz que a posição nesses fundos deve ser diversificada entre estratégias macro, juros, commodities e fundos quantitativos para diminuir os riscos.

Nesse cenário, as atenções também devem se voltar para fundos multimercados com exposição internacional. No mês passado, por exemplo, esses tipos de fundos saíram na frente entre os multimercados, beneficiados ora pelo desempenho dos ativos globais, ora pela valorização do dólar, que ajudou a impulsionar os ganhos.

Segundo levantamento feito pelo InfoMoney, entre os destaques estavam o fundo IP Atlas BRL FC FI Mult IE, da gestora IP Capital Partners, que obteve ganhos de 6,1% e 33,5%, em agosto e no acumulado dos últimos 12 meses, respectivamente.

Ainda que a alta dos juros provoque migração de investidores para a renda fixa e a proximidade das eleições gere volatilidade no preço das ações negociadas na Bolsa, os gestores de patrimônio não zeraram as apostas na renda variável – ainda que estejam reduzindo posições.

Eboli, da Brainvest, por exemplo, afirma que recentemente diminuiu o risco nas carteiras porque anos eleitorais costumam ser cheios de reviravoltas na política. Isso sem contar a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) inicie o tapering (redução do programa de compra de ativos) ainda neste ano, o que deve retirar parte da liquidez do mercado.

“A nossa visão é de que o melhor é não entrar com o pé no acelerador. O melhor é ficar no piloto automático, ou seja, estar investido e ir aumentando ou diminuindo posições para aguentar os solavancos de 2022”, afirma o gestor da Brainvest.

Levantamento da XP divulgado nesta quarta-feira (22) mostrou que diminuiu o número de gestores com posições compradas – ou seja, apostando na alta – na B3, via índice ou ações individuais. Em agosto, o percentual de gestores que estavam mais otimistas de que a Bolsa poderia se valorizar era de 87%. Agora, caiu para 52%.

Ainda assim, há quem veja algumas oportunidades. Para Barone, da Galapagos, o curto prazo promete ser complicado para a Bolsa e, por isso, o investidor deveria optar por ações de setores mais resilientes, como empresas do setor elétrico, porque são boas pagadoras de dividendos. Além disso, em um cenário de avanço acima do esperado para a inflação, as tarifas de energia são reajustadas e a receita tem impacto positivo.

“É um setor mais defensivo e que recua menos quando há fortes quedas na bolsa. É uma boa alternativa pra não sofrer tanto susto no curto prazo”, destaca Barone.

Referência:
www.infomoney.com.br

Botão Voltar ao Topo