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Paran registra quase 7 mil ocorrncias de furtos e roubos a menos no primeiro semestre de 2021

São Paulo reduz homicídios, roubos e letalidade policial no 1º semestre, diz SSP

São Paulo reduz homicídios, roubos e letalidade policial no 1º semestre, diz SSP. Confira a matéria na íntegra na CNN Brasil.

São Paulo reduz homicídios, roubos e letalidade policial no 1º semestre, diz SSP

No primeiro semestre, o estado de São Paulo registrou queda no número de homicídios e conseguiu reduzir as mortes durante ações da polícia, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), divulgados nesta sexta-feira (23). Roubos e latrocínios também caíram. Em contrapartida, os indicadores de estupros e furtos pioraram nos seis primeiros meses de 2021.

De acordo com estatísticas da gestão João Doria (PSDB), houve um total de 1.422 homicídios notificados entre janeiro e junho. O número representa um recuo de 2,6% em comparação ao mesmo período de 2020, quando São Paulo havia acumulado 1.460 assassinatos no primeiro semestre.

A estatística informa especificamente o número de boletins registrados no Estado com a natureza criminal “homicídio doloso” — ou seja, quando o autor tem intenção de matar. Essa metodologia da SSP considera casos com mais de um vítima ou até chacinas como uma ocorrência só. Em relação ao número de vítimas de assassinato, o índice oficial aponta 1.484 pessoas mortas em maio, ou 2,4% a menos do que no ano passado.

Já na comparação entre os meses de junho, o número caiu de 211 casos para 204 (3,3%). Com isso, São Paulo chegou à taxa de 6,36 ocorrências para cada 100 mil habitantes, a menor da série histórica, segundo a pasta.

Os casos de latrocínio, o roubo seguido de morte, somaram 86 registros neste ano, ante 93 no primeiro semestre de 2020. A queda é de 7,5% no Estado.

Pesquisadores explicam que os índices de latrocínios tendem a variar com os indicadores de assaltos. De acordo com a SSP, São Paulo diminuiu o número de roubos de 113.125 para 105.519 (6,7%) no primeiro semestre, marcado pela pandemia de covid-19 e medidas de restrição impostas a comércios e serviços pelo governo.

Em contrapartida, o número de boletins de ocorrência de estupros aumentou 13,5% no Estado – resultado que também pode estar relacionado ao maior confinamento por causa da crise sanitária. Foram 5.757 neste ano e 5.071 em 2020.

Já os furtos, tipo de crime contra o patrimônio mas sem emprego de violência, totalizaram 210.012 registros. É o equivalente a um aumento de 5,4% no período.

Por sua vez, a capital paulista registrou 299 homicídios, ao todo, no primeiro semestre. Isso representa uma queda de 11,2% em relação aos 337 casos de 2020. Já os estupros somaram 1.195 ocorrências notificadas, ou 9% a mais comparado ao ano passado.

Depois de bater recorde no ano passado, as ocorrências de letalidade policial recuaram de forma expressiva nos seis primeiros meses. Ao todo, 343 pessoas morreram em alegados confrontos com agentes de segurança – uma queda de 33,2%. Em 2020, o índice havia sido de 514 suspeitos mortos.

Dos casos registrados, 330 envolveram a Polícia Militar, em serviço ou de folga, de acordo com a SSP. No ano passado, a corporação estava relacionada a 498 ocorrências que resultaram em morte no mesmo período.

Especialistas associam a queda da letalidade policial em São Paulo ao aumento de ações de controle e também à mudança de discurso do governador Doria – que passou a criticar publicamente episódios de violência. No mês passado, a taxa de mortes decorrentes de intervenções de 15 batalhões paulistas – incluindo a Rota – chegou a cair para zero após os agentes passarem a trabalhar com câmeras que gravam sem interrupção todo o seu turno de trabalho.

Carga de R$ 7 milhões em cigarro roubada é recuperada no Norte de Minas

Carga de R$ 7 milhões em cigarro roubada é recuperada no Norte de Minas

Uma quadrilha suspeita de roubar carga de cigarros avaliada em R$ 7 milhões foi desarticulada nesta sexta-feira (20) pela Polícia Civil em Pirapora, no Norte de Minas Gerais. Na operação, quatro homens, de 23 a 41 anos, foram presos em flagrante. Um adolecente e veículos foram apreendidos. Toda a mercadoria foi recuperada. 

Segundo a Polícia Civil, a apuração identificou que três caminhões, que seguiam por comboio, do Triângulo Mineiro ao Nordeste do Brasil, teriam sido interceptados pelos ladrões. O grupo rendeu os motoristas e os mantiveram reféns em uma zona rural, às margens da rodovia BR-365. 

O delegado João Prata relatou que a detenção foi de apenas uma parte da quadrilha, que atua na região com o roubo de cargas de alto valor. “Agora, as investigações continuam para a prisão do restante do grupo”, afirmou.

Os quatro homens levados para a cadeia já tinham passagens pela polícia por diversos crimes e podem responder por associação criminosa, roubo qualificado, corrupção de menor, adulteração de veículo e cárcere privado.

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RS inicia 2021 com queda de 10% nos homicídios

O Rio Grande do Sul já deu o primeiro passo rumo ao terceiro ano consecutivo de quedas recordes nos índices de criminalidade. Depois de consolidar, entre 2019 e 2020, a menor taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes da década, o Estado encerrou o pr…

RS inicia 2021 com queda de 10% nos homicídios

O Rio Grande do Sul já deu o primeiro passo rumo ao terceiro ano consecutivo de quedas recordes nos índices de criminalidade. Depois de consolidar, entre 2019 e 2020, a menor taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes da década, o Estado encerrou o primeiro mês de 2021 com nova retração. Os dados divulgados nesta quinta-feira (11/2) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) mostram que o número de vítimas de assassinatos caiu 10,2% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, de 157 para 141.

É o menor total para o mês desde 2007, quando houve 138 homicídios. Em relação a 2018, último ano antes da atual gestão estadual, que teve 233 vítimas no primeiro mês, a queda é de 39,5%. Na comparação com o pico da série histórica, com 348 homicídios em 2017, o dado deste ano representa redução acima da metade – 59,5%.

“O aprofundamento da queda nos indicadores criminais é reflexo da prioridade com que tratamos a Segurança Pública. Com base nas três premissas do RS Seguro – integração, inteligência e investimento qualificado –, reequipamos as polícias com mais de 1,4 mil novas armas, 14 mil coletes e 740 veículos nos últimos dois anos. Entregamos recentemente cerca de 100 viaturas semiblindadas, as primeiras da história do RS compradas pelo Estado para uso na rotina de policiamento, o que será padrão a partir de agora. Mantivemos as convocações para reposição programada de efetivo. Só no ano passado, foram 1,3 mil novos servidores, e neste ano, vão ingressar mais 3,1 mil. Eles se somam ao contingente de abnegados homens e mulheres que concretizam a estratégia para ampliar a proteção dos gaúchos”, afirmou o vice-governador e secretário da Segurança Pública, delegado Ranolfo Vieira Júnior.

A estratégia de foco territorial determinado pelo RS Seguro se mantém como fator fundamental para puxar a queda no total de homicídios no Estado. Entre 10 maiores reduções verificadas em janeiro, nove ocorreram em municípios que integram o grupo de 23 cidades priorizadas pelo programa.

Outra evidência do peso das ações executadas com base no acompanhamento realizado pela Gestão de Estatística em Segurança (GESeg) é o fato de que em 17 dos 23 municípios houve retração ou estabilidade no total de vítimas no mês, na comparação com janeiro de 2020. Esteio, Sapucaia do Sul e Lajeado fecharam os 31 primeiros dias de 2021 com zero homicídios.

Em Porto Alegre, que já havia chegado ao menor total de vítimas de assassinato desde 2010, o resultado de janeiro também atesta o aprofundamento das reduções. Foram 22 mortes frente às 25 registradas no mesmo mês do ano passado, o que representa retração de 12%. Na comparação com o pico da série histórica, quando a Capital vivenciou o pior cenário de violência da década, com 105 homicídios, o dado atual significa queda de 79% e 83 mortes a menos.

Latrocínios têm retração de 20% no RS

Assim como os homicídios, os roubos com morte no Estado também mantiveram em janeiro a tendência de redução verificada nos últimos dois anos. O número de latrocínios caiu de cinco no primeiro mês de 2020 para quatro no mês passado, o que representa retração de 20% e o menor total desde 2008, quando houve três casos.

O dado também significa uma queda pela metade em relação ao total do último ano antes da atual gestão, quando foram registrados oito latrocínios. Comparados com o pico da série histórica, em 2017, quando o Estado teve 25 ocorrências de roubo com morte em janeiro, os quatro casos neste ano equivalem a uma redução de 84%.

O latrocínio é um crime cuja ocorrência depende de uma série de fatores circunstanciais – possível reação da vítima, ação surpreendida por testemunhas, consciência do assaltante alterada por uso de entorpecentes e até mesmo eventual nervosismo do criminoso, entre outros. Na avaliação de autoridades das forças de segurança, os principais fatores que explicam a tendência de redução verificada ao longo dos últimos dois anos estão a intensificação nas ações de patrulhamento ostensivo pela Brigada Militar e a investigação qualificada pela Polícia Civil, com resulta em mais de 90% de índice de resolução desse tipo de delito.

Na Capital, que em janeiro de 2020 havia zerado o indicador de latrocínio, houve um caso no primeiro mês deste ano. Em relação ao pico da série histórica, com seis roubos com mortes na Capital em janeiro de 2013, o dado de 2021 equivale à queda de 83,3%.

Estabilidade nos feminicídios e queda nos demais índices de violência contra a mulher

Após encerrar 2020 como o segundo ano consecutivo de redução nos feminicídios no RS, as forças de segurança do Estado mantêm as ações de combate à violência contra a mulher entre as prioridades para enfrentar o desafio de mudança de cultura e construção de um ambiente de valorização e respeito a todas as gaúchas.

Os dados de janeiro mostram que ainda há obstáculos a superar para ampliar o engajamento e a conscientização da sociedade. Não houve variação no número de mulheres assassinadas por motivo de gênero – foram 10 vítimas, mesmo total de igual mês do ano anterior. E o número de tentativas de feminicídios subiu de 23 para 31. Nos outros indicadores monitorados pela SSP, o Estado teve reduções.

O total de ameaças teve a maior retração, de 18,9%, com cerca de 700 ocorrências a menos. O número de registros do tipo passou de 3.788 em janeiro de 2020 para 3.072 no primeiro mês deste ano. Na mesma comparação, as lesões corporais caíram de 2.226 casos para 1.875 (-15,8%). Entre os estupros, a queda foi de 193 para 163 (-15,5%).

Entre as ações para reforçar o combate a violência contra a mulher, um dos destaques é a ampliação em 143% no número de municípios com cobertura das Patrulhas Maria da Penha da Brigada Militar. Em 2019, no início da atual gestão, 46 cidades contavam com o serviço especializado de acompanhamento de vítimas amparadas por medidas protetivas de urgência. O ano passado encerrou com 108 municípios abrangidos. E no mês passado, mais quatro cidades foram incluídas (confira a lista completa).

Outra medida importante para aprimorar a proteção do público feminino foi a reinauguração da área do plantão da 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (1ª Deam) de Porto Alegre. A unidade fica no Palácio da Polícia e conta com atendimento 24 horas. A realização das obras, custeadas com recursos da Polícia Civil, possibilita que sejam realizados no local o registro de flagrantes. O novo espaço também oferece um atendimento mais qualificado e acolhedor às vítimas de violência doméstica.

Entre as mudanças na estrutura, destaca-se a construção da rampa de acesso para pessoas com necessidades especiais e para mulheres com carrinho de bebê. O ambiente também foi repaginado, com recepção ampla, salas reservadas para atendimento psicossocial e para registros de ocorrência. Há ainda uma sala exclusiva para interrogatório dos investigados, que ingressam nas dependências da 1ª Deam por uma entrada separada, de forma a evitar qualquer contato com as vítimas. Além disso, a cela foi reformada para atender à demanda de prisões.

O Comitê Interinstitucional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, que reúne os esforços dos três Poderes, 16 instituições das esferas municipal e estadual, além de nove secretarias de Estado e entidades da sociedade civil, segue implementando as metas traçadas no Projeto Agregador. Um exemplo é o portal “Ações nas Escolas”, lançado em dezembro em parceria com a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direito Humanos. O site segue aberto para cadastramento de projetos que trabalhem a temática da violência doméstica e de gênero e queiram realizar atividades em instituições da rede de ensino no RS. O prazo para cadastro das iniciativas a serem avaliadas ainda no primeiro semestre vai até o dia 19 deste mês. Confira mais detalhes no portal (sjcdh.rs.gov.br/formulario-de-inscricao).

As autoridades de Segurança reforçam ainda a importância de toda a sociedade denunciar casos de abusos e agressão. Em emergências, o canal é o 190 da Brigada Militar. Para auxiliar na investigação, a Polícia Civil disponibiliza o WhatsApp (51) 9.8444.0606. Também o possível ligar para o Disque-Denúncia 181 ou realizar a comunicação no Denúncia Digital 181, no site da SSP (ssp.rs.gov.br/denuncia-digital). Em todos os casos, o anonimato é garantido.

Roubos de veículos têm queda de 39,7% em janeiro

A redução nos roubos de veículos no Estado segue alcançando marcas inéditas. O primeiro mês de 2021 teve 358 menos ocorrências do tipo na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O número de casos baixou de 902 em janeiro de 2020 para 544 neste ano – uma retração de 39,7% e o menor total para o mês em toda a série de contabilização, iniciada em 2002.

O histórico de janeiro nos últimos anos evidencia a importância do resultado obtido neste início de 2021. No pico de casos, em 2017, foram 1.756 motoristas que tiveram seus automóveis levados por assaltantes, três vezes mais do que o total verificado no mês passado.

Com o retorno praticamente integral da movimentação nos municípios após o período de restrições para frear a disseminação da Covid-19, o resultado de janeiro tem quase nenhuma relação com a pandemia. Um dos fatores com forte influência na baixa dos roubos de veículo é a constante ampliação dos sistemas de videomonitoramento e cercamento eletrônico no Estado. Atualmente, há 253 municípios entre os que contam com o serviço ou estão em fase de implantação. Entre as ações do eixo de combate ao crime do RS Seguro, a SSP fomenta a implementação da tecnologia nos municípios, seja com recursos da própria prefeitura, com origem em convênios, emendas parlamentares ou Consulta Popular. No total, há em funcionamento no Estado aproximadamente 400 câmeras de cercamento eletrônico (com leitor OCR de placas) e mais de 2,5 mil câmeras de videomonitoramento.

A Capital foi responsável por mais da metade da redução de roubos de veículos verificada em todo o Estado. O total de casos em Porto Alegre em janeiro caiu de 364, no ano passado, para 194 neste ano, o que representa retração de 46,7%. O número atual é também o menor desde que teve início a sistematização dos casos individualmente por município, em 2012.

Entre os ataques a banco, o primeiro mês de 2021 representou cenário semelhante ao do mesmo período no ano anterior. Na soma de furtos e roubos a estabelecimentos financeiros no Estado, houve três ocorrências no mês em 2020 e quatro neste ano. O dado ainda é o segundo menor da série histórica para janeiro e representa queda de 60% em relação ao total de oito ocorrências nos 31 dias iniciais de 2018, último ano antes da gestão anterior.

Além do trabalho permanente das forças de segurança em ações de inteligência e policiamento orientadas pelo foco territorial do RS Seguro, a Operação Angico da Brigada Militar é umas das estratégias que têm permitido antecipar o movimento de quadrilhas especializadas em ataques a banco, frustrando planos dos criminosos com táticas de pronta-resposta e cerco policial.

Em 5 de janeiro, por exemplo, a troca de informações entre os setores de inteligência da BM e da Polícia Civil evitou ataques a agências bancárias dos municípios de Guaporé e Serafina Corrêa, na Serra. Antes que executassem o plano, cinco integrantes da quadrilha que planejava o ataque acabaram presos pelas forças de segurança – um em Guaporé, enquanto descumpria ordem de prisão domiciliar, e três na Capital, entre os quais um ex-PM catarinense condenado a 96 anos de prisão por outros crimes, incluindo o assassinato de dois policiais rodoviários federais em 2001.

Outra medida que vai qualificar as ofensivas contra os ataques a banco no RS é a criação do 6º Batalhão de Polícia de Choque (6º BP Choque), que ficará sob coordenação do novo Comando de Policiamento de Choque (CP Choque) junto com os outros cinco batalhões existentes. A nova unidade, em Uruguaiana, vai qualificar a estratégia de pronta-resposta, com presença do policiamento de choque em toda a faixa da fronteira com o Uruguai e a Argentina. As operações das seis tropas especializadas poderão cobrir todas as áreas do Estado com maior agilidade e mais eficácia – a estimativa é conseguir realizar deslocamentos para qualquer ponto no RS em até uma hora e meia, aproximadamente.

Ainda entre os delitos patrimoniais, o roubo a transporte coletivo registrou 13 casos a mais em janeiro de 2021, com 119 ocorrências, na comparação com o primeiro mês de 2020, que teve 106 (12,3%). Ainda assim, o dado se mantém abaixo de todos os demais anos da série histórica, iniciada em 2012.

As tabelas completas estão disponíveis na página de estatísticas do site da SSP.

Canal oficial da Secretaria da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul. INSCREVA-SE e saiba em primeira mão as novidades sobre as forças de segurança gaúchas. Acesse também as páginas no Twitter e Instagram (@ssp_rs), no Facebook (SegurancaPub Crédito: SSP RS

Atualização: até às 16h30min da segunda-feira (15/2), esse texto informava os totais de 158 vítimas de homicídios no RS em janeiro de 2020 e 140 em janeiro de 2021. O correto são 157 e 141 vítimas, respectivamente. A ocorrência da morte de um jovem de 17 anos em Canoas no dia 25/1/2021 havia sido registrada equivocadamente com data de 25/1/2020, por isso, constou no ano errado nas extrações de dados realizadas no início do mês. Tanto o texto acima quanto as tabelas completas de dados de 2020 e 2021 na página de estatísticas do site já foram atualizadas com a correção.

Texto: Carlos Ismael Moreira/SSPEdição: Ascom SSP

DF tem menor índice de homicídios

Redução de casos quebra recorde pelo segundo ano consecutivo. Balanço 2020 revela ainda queda de cerca de 50% nos crimes de feminicídio

DF tem menor índice de homicídios

O conjunto de políticas adotadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) fez com que o Distrito Federal superasse, pelo segundo ano seguido, os recordes de redução de criminalidade. Levantamento realizado pela SSP mostra que, no ano passado, foram registrados 11,4 homicídios por 100 mil habitantes, índice mais baixo desde 1980.

O uso da taxa é uma metodologia internacional para aferir o nível de violência de determinado lugar, relacionando o número da criminalidade com o da população.

Quando analisado o número absoluto de vítimas de homicídio, em 2020 o DF atingiu o menor número de mortes por esse tipo de crime em 28 anos. Em 1992, último ano em que a redução foi menor, foram 302 vítimas com população estimada em 1,7 milhões de habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ano passado, mesmo com 3,2 milhões de habitantes, foram registrados 373 casos. Em relação a 2019, a redução foi de 10,8%. O número de ocorrências dos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) – que englobam, além do homicídio (feminicídio), latrocínio e lesão corporal seguida de morte – teve redução de 8,9%. Ou seja, 40 vidas foram poupadas no decorrer do ano.

“Em 2019 tivemos a menor taxa de homicídios em 35 anos”, reforça o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres. “Desta forma, sabíamos que 2020 seria um ano desafiador e que seria necessário concentrar esforços para resultados iguais ou melhores que o ano anterior. Mesmo diante de uma pandemia, em que foi necessário fazer a realocação de prioridades e adaptação dos serviços, conseguimos colocar em prática ações que renderam ao DF um ano com decréscimos do número de crimes contra o maior bem do ser humano, que é a vida.”

O crime de latrocínio registrou seis casos a mais que em 2019. Das 31 ocorrências do ano passado, 19 foram registradas nos três primeiros meses –  3% do total. “Iniciamos, a partir de março, uma série de medidas de reforço no policiamento de identificação e prisão de autores, impedindo, assim, a reincidência. Mais de 80% dos que cometeram esse tipo de crime foram identificados. Já nos meses de abril, maio e julho não foram registrados latrocínios no DF ”, destaca o secretário.

Os anos de 2019 e 2020 foram o primeiro e o terceiro, respectivamente, com os menores números de casos de latrocínio em 21 anos.

Metas e resultado

Uma das medidas estratégicas implementadas pela SSP para conter a criminalidade foi, desde o início do ano passado, a estipulação de metas e a cobrança de resultados até 2022. Em 2020, a expectativa era fechar o ano com a taxa de 14,9 mortes violentas intencionais para cada cem mil habitantes. Porém, a taxa foi menor: 12,5/100 mil, superando até a meta estipulada para este ano, que é de 14,6/100 mil, de acordo com o Plano Plurianual da Segurança Pública (leis nº 6.490 e nº 6.624 – DF).

Feminicídios 

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A redução dos feminicídios em 2020 foi de quase 50%, no comparativo com 2019, quando foram registradas 32 mortes pelo crime de gênero. Em 2020 houve 17 vítimas de feminicídio, crime que não teve nenhum registro nos meses de fevereiro, maio, outubro e novembro. O índice desse tipo de crime no DF foi de 1,07/100 mil habitantes, o menor desde a criação da lei, em 2015.

“A redução mostra que a estratégia de prevenção surtiu efeito, mesmo diante da pandemia. A inauguração de mais uma delegacia especializada no atendimento à mulher, a possibilidade de registros on-line de ocorrências e o aumento das visitas do programa de Prevenção Orientada à Violência Doméstica [Provid], da Polícia Militar, foram essenciais para redução dos casos de violência doméstica e consequentemente, de feminicídio”, avalia Anderson Torres.

Destaque nacional

A redução sistemática de índices criminais rendeu ao DF reconhecimento nacional no decorrer do ano. Em agosto, de acordo com o Atlas da Violência 2020, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o DF apresentou uma das menores taxas de homicídio entre as unidades da federação.

No mês seguinte, o Monitor da Violência – parceria do portal G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP) e o FBS – revelou que o DF possui o menor número de homicídios de mulheres no país. Os dados são referentes aos primeiros semestres de 2019 e 2020. A taxa atingida foi de 0,6/100 mil mulheres. Em igual período, o Brasil teve aumento de 2% no número de mulheres assassinadas.

No mesmo mês, o resultado positivo na área de segurança pública rendeu posição de destaque no Ranking de Competitividade dos Estados. De acordo com a pesquisa, a área da segurança é a que com mais exatidão expressa o funcionamento das instituições do Estado, uma vez que a preservação dos direitos individuais e a construção da ordem são fundamentais para o bem-estar social.

Operação pela vida

Uma das ações para redução dos crimes contra a vida é a Operação Quinto Mandamento, iniciada em julho do ano passado. Coordenada pela SSP, a operação reúne representantes das forças de segurança, do DF Legal e Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Após cinco meses, 7.604 pessoas foram abordadas e cerca de 2.500 veículos foram fiscalizados. O efetivo empregado na Operação foi de 3.300 representantes dos órgãos participantes e 928 viaturas.

“O foco principal da operação é preservar vidas, mas é notório que a presença policial e abordagens realizadas resultam na apreensão de drogas e armas e cumprimento de mandados de prisão, o que contribui com a aumento da sensação de segurança da população e, consequentemente, com a redução de crimes contra o patrimônio, como roubos e furtos”, analisa o secretário executivo de Segurança Pública, Júlio Danilo.

*Os índices de resolução de homicídios da Polícia Civil do Distrito Federal [PCDF] são altos, com reconhecimento nacional, o que contribui com a redução dos crimes letais intencionais, como afirma o diretor-geral da instituição, Robson Cândido. “A implementação do Serviço Voluntário Gratificado, ocorrida neste governo, tem sido essencial para o trabalho de investigação da PCDF como um todo. Desta forma, é possível direcionar mais policiais para essa atividade, elevando assim o número de prisões qualificadas – fruto de coleta de provas e trabalho técnico – em menor espaço de tempo”.

Cidade da Segurança Pública

Em novembro, a SSP deu início a mais um projeto inovador para redução de índices criminais – a Cidade da Segurança Pública, com foco na aproximação com a população, redução dos índices de criminalidade, aumento da sensação de segurança, concentração de esforços para atuação policial e fornecimento de serviços. A Cidade da Segurança Pública integra o programa DF Mais Seguro, que norteará as ações de segurança pelos próximos dois anos.

O DF mais Seguro vai pautar a aplicação ainda mais adequada das políticas de segurança, com base em quatro eixos: a Cidade da Segurança Pública; a modernização e ampliação do sistema de videomonitoramento; projeto Área de Segurança Prioritária, que vai seguir reforçando todas as ações nas regiões administrativas, e a melhoria no atendimento dos canais de emergência.

Redução de roubos e furtos

A SSP acompanha prioritariamente seis Crimes Contra o Patrimônio (CCPs) – roubos a pedestre, veículos, transporte coletivo, comércio, residência e furto em veículo. Esses crimes apresentaram redução de 32,6% no acumulado do ano, em comparação com 2019. Desta forma, mais de 30 mil roubos e furtos deixaram de acontecer no ano.

A maior queda apresentada se refere ao roubo em transporte coletivo – que chegou a – 40,2%. Na sequência aparece o roubo de veículo (- 35,3%), o roubo em comércio (- 34,3%), o roubo a pedestre (- 32,9%), o furto de veículo (- 30,8%) e o roubo a residência, que chegou ao decréscimo de 25,3%. A queda nestes tipos de crime influencia diretamente na sensação de segurança da população.

As ações de policiamento contribuíram para a redução desses índices. Mesmo diante do cenário pandêmico, em que foram necessários ajustes e redirecionamento de ações, a produtividade policial aumentou. “Em 2020 experimentamos tempos difíceis, que exigiram tomadas de decisões singulares. Revisitamos nosso planejamento estratégico, ajustamos nossos objetivos, nos adaptamos e direcionamos nossos esforços visando maior eficiência dos meios. Atuação diuturna e presença ostensiva, comprometimento de cada integrante da corporação são itens da nossa fórmula de sucesso”, ressalta o comandante da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Julian Pontes.

O comandante da corporação falou ainda da produtividade de 2020. “Atendemos mais de 350 mil solicitações da população, realizamos a apreensão de mais de 1.500 armas, realizamos mais de 9 mil flagrantes e, sem dúvida alguma, esses números impactam na redução de vários delitos, principalmente os crimes violentos contra a vida”, conta.

No decorrer do ano foram realizadas operações para redução dos crimes. No mês de dezembro, quando há o aumento do número de pessoas circulando de centros comerciais por conta das festas de final de ano, as polícias Civil e Militar intensificaram o policiamento, principalmente nessas áreas.

Referência:
www.cnnbrasil.com.br
www.hojeemdia.com.br
ssp.rs.gov.br
www.agenciabrasilia.df.gov.br

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