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Governo vai apostar no apoio ao investimento das empresas, garante secretário de Estado

Governo vai apostar no apoio ao investimento das empresas, garante secretário de Estado

“Não limitámos os apoios quando a situação era difícil”, diz secretário de Estado adjunto e da Economia, João Neves.

Governo vai apostar no apoio ao investimento das empresas, garante secretário de Estado

O secretário de Estado adjunto e da Economia disse que o Governo nunca “limitou apoios” à economia “quando a situação era difícil” e que, face aos atuais “sinais positivos”, vai agora concentrar-se em apoiar o investimento e promoção internacional.

“Não limitámos os apoios quando a situação era difícil. Agora estamos a passar para outro tipo de apoios, sobretudo ao investimento, e é aí que nos vamos concentrar. Quer no investimento do ponto de vista dos meios de produção, quer também da promoção internacional”, afirmou João Neves em declarações aos jornalistas à margem da feira internacional de calçado Micam, em Milão, Itália.

Recordando que o Governo foi “prolongando os apoios à medida da evolução da situação epidémica”, o secretário de Estado considerou que estes instrumentos “foram muito importantes para manter a capacidade de produção e limitar ao mínimo a redução de trabalhadores”.

“Acho que fomos bem-sucedidos nisso, foi um esforço coletivo que não foi só do Estado, foi também das empresas”, sustentou.

Contudo, acrescentou João Neves, os atuais “sinais positivos” a nível da evolução da pandemia justificam uma nova estratégia, agora focada no apoio à recuperação económica.

“É sobretudo aí que os apoios vão continuar e esse é o sinal que também podemos dar ao mercado internacional: Que as nossas empresas aguentaram este período difícil e estão prontas para aproveitar aquilo que é uma nova evolução positiva do consumo”, rematou.

Para o presidente da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), Luís Onofre, a participação portuguesa nesta edição daquela que é considerada a maior feira de calçado do mundo é “uma lufada de ar fresco”.

“Passados dois anos deste terrível tempo de pandemia, que foi extremamente exigente para as nossas empresas, é quase como uma lufada de ar fresco para muitas empresas nacionais do setor do calçado que insistem em vir, e muito bem, à Micam tentar novos negócios”, disse Luís Onofre.

Após um primeiro semestre de 2021 “muito interessante” para o setor — até julho as exportações aumentaram 10,3% face a 2020, embora se mantenham ainda 11,5% abaixo de 2019 — o presidente da APICCAPS aponta “boas perspetivas” e antecipa que “poderá haver uma recuperação em 2023 muito interessante”.

“Agora as empresas têm que ter resiliência. Sempre foram resilientes, mas [têm de o ser] cada vez mais, para se adaptarem aos novos tempos e hábitos de consumo completamente diferentes, mas a que temos que nos adaptar de alguma forma”, disse.

Relativamente à bastante mais reduzida dimensão da comitiva portuguesa — as 34 empresas presentes na Micam são cerca de um terço das que chegaram a marcar presença em edições pré-pandemia da feira — Luís Onofre admite que esteja relacionado com o “investimento avultado” que está envolvido.

“A vinda de menos clientes, se calhar, também limita as participações”, avança, lembrando que “há muitos [clientes] de fora da Europa que não vieram, nomeadamente os provenientes da Ásia, dos EUA e da Rússia, devido a restrições relacionadas com a pandemia.

“Falo por mim, que [enquanto empresário de calçado] também não estou presente na feira. Canalizei o ‘budget’ [orçamento] que tinha para outras situações, nomeadamente o ‘online’, onde estamos a apostar forte. E acho que há muitas que também estão a canalizar a sua energia para outras situações”, sustentou.

Para o dirigente associativo, os fundos públicos devem agora canalizar-se para “os apoios às feiras, à internacionalização e à sustentabilidade”:

“Este é um tema em que o nosso setor tem estado em cima e é um dos pilares da minha presidência. Conseguimos fazer com que esta indústria seja uma indústria voltada para o futuro, no aspeto de ser ‘eco friendly’ [amiga do ambiente]”, afirmou Luís Onofre.

Assumidamente “positivo”, o líder da APICCAPS acredita numa “recuperação rápida” do setor e aponta 2023 como o ano da velocidade de cruzeiro, mas reconhece que não há “certezas”, porque tudo está dependente da evolução da situação pandémica.

Referência

Governo vai apostar no apoio ao investimento das empresas, garante secretário de Estado
sicnoticias.pt

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